Aguarde...
ComércioCofre inteligente conta o dinheiro e rejeita notas falsas
Gadget Google divulga vídeo produzido com seu 'óculos do futuro'
EspaçoArmstrong, primeiro homem na Lua, concede entrevista rara
InternetFacebook poderá ter seu próprio browser
ChromeApp facilita leitura no escuro
InternetBlogueiros defendem controle social da mídia
Em um anoLeitura de emails em dispositivos móveis cresce 82,4%
EspaçoCápsula privada Dragon se acopla à Estação Espacial
XperiaSony lança seus smartphones mais avançados no Brasil
MalwareGoogle alerta sobre malware que pode deixar milhares sem internet
Brasília - Uma empresa ligada à Oracle venceu a licitação feita pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para a compra de um banco de dados que reunirá informações dos tribunais de todo o País. A disputa foi colocada sob suspeita pela IBM, que acusou o CNJ de promover uma licitação direcionada exatamente para a compra de produtos da Oracle, conforme noticiado hoje pelo jornal O Estado de S. Paulo.
O CNJ previa gastar R$ 86 milhões na licitação feita a toque de caixa. A empresa NTC - Núcleo de Tecnologia e Conhecimento em Informática Ltda - venceu a disputa ao oferecer os produtos exigidos pelo CNJ pelo menor preço - R$ 68 milhões. Outras quatro empresas participaram do pregão.
O edital da licitação foi publicado no último dia 5. Por ter se recusado a dar parecer favorável à compra, o diretor do Departamento de Tecnologia e Informação do CNJ, Declieux Dias Dantas, foi exonerado.
Na semana seguinte, a IBM tentou impugnar a concorrência, argumentando que a disputa estava direcionada. A empresa argumentava que o CNJ deixou claro que buscava o mesmo sistema instalado nos tribunais de Justiça de São Paulo, Rio Grande do Sul e Santa Catarina e que também seria utilizado pela Corte Suprema dos Estados Unidos.
"É justamente aí que se dá a quebra da isonomia e da proporcionalidade. Nitidamente há uma deliberada intenção de fazer exitosa a mesma fabricante que implementou soluções semelhantes nos estados e país acima referidos. Porém tal ato é ilegal", afirmou a empresa no pedido de impugnação do edital.
No pedido feito ao CNJ, a IBM afirmou que diversas especificações técnicas feitas pelo CNJ só são encontradas em produtos da Oracle. Além disso, a empresa pedia mais tempo para essa operação, que levou duas semanas desde a publicação do edital até ser concluída.
O presidente do CNJ, ministro Cezar Peluso, negou-se a comentar as acusações feitas pela IBM. Por intermédio da assessoria de imprensa, o Conselho admitiu que a licitação seguiu ritmo acelerado porque o contrato precisava ser assinado até o final do ano. "Os recursos para a contratação do serviço já foram aprovados e estão disponíveis no orçamento deste ano", afirmou o órgão.
Copyright © Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados
Para deixar um comentário você precisa se identificar. Escolha um dos tipos de identificação abaixo:
com Abril ID
Termos de uso | Comentários sujeitos a moderação