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Tecnologia | 26/12/2011 18:24

Em Montreal, avatares e realidade virtual ajudam crianças doentes

Especialistas de um hospital canadense usam a tecnologia para ajudar na terapia de pacientes

Michel Viatteau, da
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Julien Faugere

Criança em frente a uma tela em terapia em um hospital em Montreal, no Canadá

Uma criança segue os movimentos de um avatar na tela, como parte de uma nova terapia para tratar a ansiedade, no hospital em Montreal

Montreal - Novas tecnologias de vídeo "por imersão", aplicadas por especialistas, em Montreal, associam medicina, psiquiatria e artes digitais para oferecer a crianças doentes terapias que possam acelerar sua recuperação ou reduzir sua angústia.

As terapêuticas são desenvolvidas por uma equipe do hospital Sainte-Justine de Montreal, um centro de pesquisa mundialmente conhecido, em Satosphère, a sede da Sociedade de Artes tecnológicas.

Tenta-se oferecer estimulação sensorial como, por exemplo, no caso de uma criança que sofreu queimaduras, que pode se sentir melhor dentro de um bloco de gelo virtual.

Ou tranquilizar um menino ansioso, projetando nas paredes do hospital a calma de seu quarto em casa, filmado em 3D.

Ao lado de um domo de aço de 18 metros de diâmetro, o "primeiro teatro por imersão do mundo", que permite projeções de 360 graus em torno do paciente-espectador, os médicos do Sainte-Justine instalaram um quarto de hospital.

É um "living lab", um dispositivo de pesquisa em voga que explora as tecnologias existentes em função das necessidades expressas pelos pequenos usuários, explica Patrick Dubé, coordenador desta empresa comum.

"Somos capazes, através de projetores múltiplos, criar meios ambientes que integram não apenas as paredes, mas a mobília existente na peça", prossegue ele.

Um dos instrumentos-brinquedos propostos a crianças e jovens de 6 a 18 anos é uma simples câmara de vídeo adaptada a um computador com duas telas, uma para a imagem em tempo real, e a outra para visualizar as gravações. Ela permite às crianças familiarizar-se com instrumentos médicos, como a seringa.

Nas mãos de uma menina, filha de um pesquisador envolvido no projeto, a seringa se transforma em foguete e está presente num videoclipe gravado sem nenhuma ajuda dos adultos.

 

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