São Paulo - Brasileiros acostumados a comprar produtos de sites estrangeiros vêm sofrendo com a forte fiscalização da Receita Federal e dos Correios para a liberação e entrega dos produtos.

Na última semana, inclusive, os Correios anunciaram que irão abrir armazéns nas cidades de Hong Kong e Miami para agilizar as entregas e a tributação das mercadorias.

Sites como o eBay decidiram abrir escritório no Brasil justamente para oferecer melhores condições aos usuários locais. E mais um grande player deste mercado, o site chinês DealeXtreme, anunciou a abertura de depósitos no Brasil.

A empresa anunciou em seu fórum que abriu um depósito na cidade de Curitiba e que o mesmo deve iniciar suas operações dentro dos próximos dias. Inicialmente somente alguns produtos (não especificados pelo DealeXtreme) serão comercializados para os brasileiros seguindo as novas regras locais.

Segundo o anúncio, a existência de um depósito no Brasil permitirá reduzir o tempo de entrega das mercadorias, que devem chegar ao destino em até 5 dias — até então os prazos eram indefinidos e poderiam levar meses, e em algumas oportunidades nem chegavam.

Além disso, todas as mercadorias poderão ser rastreadas e não será mais necessário pagar a taxa de 12 reais cobrada pelos Correios para a retirada das remessas tributadas pela Receita Federal — só há incidência de imposto para produtos com valor aduaneiro acima de US$ 50. A empresa também contará com um canal exclusivo de atendimento para o público brasileiro.

No entanto, os preços dos produtos não serão os mesmos dos encontrados na página do DealeXtreme na China. Isto porque todas as mercadorias serão vendidas no Brasil já considerando os impostos de importação e as taxas de transporte em seu valor final, mas a empresa garante que os "novos preços serão aceitáveis e invencíveis".

O DealeXtreme ainda não confirmou quais produtos farão parte desta fase de testes, mas os mesmos estarão disponíveis em uma página específica para os brasileiros que será lançada em breve. As entregas serão realizadas por meio do serviço dos Correios. 

Tópicos: Ásia, China, Comércio eletrônico