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Tecnologia | 25/06/2012 06:45

Copa Robô: o desafio de criar máquinas que vençam jogadores

Evento mundial é uma competição para construir robôs que possam jogar futebol melhor do que seres humanos

José Antonio Torres, da

Getty Images

Jogo de futebol

O futebol autômato é jogado com robôs que refletem suas aptidões em seus preços, variam entre 3 mil e 12 mil euros

Cidade do México - Um robô com a capacidade para vencer jogadores de futebol em campo ainda não foi criado, mas as grandes equipes do mundo têm meio século pela frente para economizar dinheiro e escalá-lo para o time.

"O objetivo da robótica é que em 2050 haja robôs humanoides que tenham as mesmas características de um ser humano", declarou à Agência Efe o chileno Pablo Guerrero, pesquisador da Universidad de Chile.

Estas máquinas, explicou Guerrero, deverão correr à mesma velocidade e ter mais ou menos o mesmo peso que um ser humano e serão "capazes de competir em igualdade de condições com o campeão mundial desse ano".

Como este pesquisador chileno, cuja equipe participa da "Liga Humanoide", outras 3,1 mil pessoas de 45 países competem em alguma das cinco categorias da Copa do Mundo de Robôs 2012, que aconteceu recentemente na Cidade do México.

O torneio é um museu atual de modelos robóticos que, em pequenos campos de futebol, se movimentam sob a coordenação de cientistas que, como manipuladores de fantoches, movimentam os fios e esperam que suas máquinas escolham o comando adequado.

Entre as cinco categorias da Copa Robô, as câmeras de fotos dos estudantes se voltam principalmente para a "Liga Humanoide", perante o assombro causado pelos robôs autônomos que apresentam uma fisionomia similar à dos humanos e são capazes de ficar de pé.

Guerrero, que se declara um apaixonado pelo futebol, disse que nesta competição gosta tanto de ver seus robôs jogarem como do fato de que respondam a seus comandos.

O futebol, comentou o cientista, é uma plataforma que permite medir todas as máquinas em uma mesma tarefa e desenvolver "habilidades que são desejáveis em um robô como a percepção dos objetos, o trabalho em equipe e a tomada de decisões", declarou.

Os cientistas estão no futebol porque é uma 'motivação' para estudantes e para os pesquisadores, assegurou Guerrero sobre este torneio, que atrai principalmente alunos de institutos tecnológicos do México.

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