São Paulo - O conselho de ética do Conar (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária) recomendou a alteração dos anúncios da Vivo sobre seu serviço 4G. O problema, denunciado pela TIM, estaria no uso do termo "4G Plus", que indicaria uma 4G melhor que as demais.

Em sua denúncia, a TIM argumenta: "É de se inferir que o termo 'Plus' significa uma evolução, um ganho ao serviço 'comum'. O que Vivo faz é sugerir estar apresentando um produto com algo a mais dos outros tipos com tecnologia 4G, induzindo assim o consumidor a erro." A TIM critica ainda o fato de a Vivo ter reduzido a velocidade divulgada de seus serviços 3G e 3GPlus para agora poder dizer que sua 4G é dez vezes mais rápida.

Em sua defesa, a Vivo ponderou que o "Plus" seria apenas o nome fantasia do produto, assim como na Claro o 4G é chamado de "Max". Além disso, argumentou que o "Plus" diria respeito não à velocidade em si da nova rede, mas à qualidade dos serviços da operadora. "Trata-se de um serviços 4G 'com o Plus da Vivo', já que a marca traz qualidade e cobertura conhecidas e com o diferencial de possuir a tecnologia Multiconexão". A companhia lembrou que na publicidade na TV, o locutor deixa clara a mensagem ao dizer: "Venha para o 4G com o Plus da Vivo". Ou seja: o Plus é da Vivo, não do 4G.

O relator do processo no Conar, o conselheiro José Francisco Queiroz, concordou com a TIM e escreveu em seu parecer: "Chega a ser infantil, ou de forma mais polida, incongruente a alegação de que 'Plus' não tem significado de 'Mais', aliado ao argumento totalmente antagônico da Denunciada dizendo que o 'Plus' é o 'Mais' da Vivo, não do 4G".

A Vivo informa que a decisão do Conar não é definitiva e que vai recorrer.

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