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São Paulo - Viagens ao exterior podem causar dor de cabeça em quem que não vive sem conexão com a internet ou precisa falar com frequência com amigos e parentes que ficaram no Brasil. Em resumo, o problema é: manter esses contatos custa caro. Para evitar contas salgadas na volta para casa, vale a pena considerar a alternativa de trocar as tarifas salgadas de roaming (habilitação da linha em outra região), cobradas pelas operadoras nacionais, e de Wi-Fi, a cargo dos hotéis, pela compra de um novo aparelho ou ao menos de um chip no destino de viagem.
Em alguns países, operadoras locais oferecem pacotes de dados e voz a preços que, dependendo da necessidade de conexão do turista brasileiro, podem ser atrativos.
"Sempre que viajo aos Estados Unidos, coloco no meu smartphone um chip SIM pré-pago que adquiri em 2009 de uma operadora americana", diz o empresário Henrique Martin, de 34 anos, que roda o mundo acompanhando eventos de tecnologia. "Procuro adotar a mesma estratégia em outros países, usando chips locais, já que muitas companhias apresentam planos similares: deu certo na Alemanha e na África do Sul."
Em países com abundância de empresas de telefonia móvel, como Estados e boa parte da Europa, é possível encontrar planos pré-pagos similares aos existentes no Brasil: paga-se pelo consumo mensal, sem necessidade de um contrato de fidelidade. Esses pacotes também são identificados como pay on the go.
As americanas AT&T e T-Mobile, por exemplo, apresentam opções variadas de planos que envolvem a venda apenas do chip (SIM card) ou de um novo aparelho pronto para o uso. Vale uma orientação de um viajante assíduo: "Você precisa ser insistente quando visitar a loja das operadoras lá fora. Em algumas delas, os funcionários dizem que não possuem chips pré-pagos para a venda", diz Martin. "É preciso também estar atento ao que oferecem os vendedores, instruídos a vender planos mais caros."
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