São Paulo – Ano a ano, dezenas de pesquisas científicas estudam o comportamento humano e tentam explicar como os seres humanos se apaixonam. Em um artigo publicado no início desta semana, o site Business Insider aproveitou as dicas de vários livros lançados nos últimos anos para estabelecer um roteiro no qual a ciência explica o árduo processo da paquera.

A primeira coisa que se deve ter em mente é que, para ser notado por outra pessoa, não é necessário ser o mais atraente da balada, pelo menos é o que constatou a doutora Monica Moore, da Universidade de Webster.

Segundo sua pesquisa, parte do livro “How to Make Someone Fall in Love With You in 90 Minutes”, do autor Nicholas Boothman, existem dois ingredientes essenciais para uma paquera bem sucedida: sorriso e contato visual. De acordo com o estudo da cientista, as pessoas mais disputadas sinalizam disponibilidade e confiança através deste tipo de atitude.

Apesar de tanto o sorriso quanto o contato visual terem sido apontados em outra pesquisa, revelada no livro “The Mating Game: A Primer on Love, Sex and Marriage”, de Pamela C. Regan, existem especialistas que apostam em outra arma importante: discretos toques na pessoa alvo do seu interesse.

No “Close Relatioships”, também escrito por Pamela, são citados os toques “amigos” e aqueles que sinalizam um possível interesse amoroso. No primeiro grupo, estão inclusos leves empurrões e tapas no ombro, além de aperto de mão. Já no segundo, a autora considera ações como gentilmente tocar o rosto da outra pessoa ou sua cintura.

Outro ponto que os “paqueradores” devem ter em mente, é que a recepção dos seus sinais irá depender do local no qual está flertando. Em uma das pesquisas apresentadas no “The Mating Game”, os participantes do estudo deveriam dizer quando sentiam que estavam sendo paquerados ou não.

O resultado constatou que o local no qual o flerte acontece é essencial para que a pessoa interprete o sinal da forma correta. Em restaurantes e bares, 61% dos participantes responderam que estavam sendo paquerados e 68% notaram o objetivo do papo quando um estranho desviou do caminho para se aproximar do seu alvo. Nos corredores de universidades, por exemplo, este percentual de percepção cai para 49%.

Se ainda sim não for notada qualquer reação em relação aos seus sinais, reveja o quão claro você está sendo. Afinal, outro estudo constatou que o medo da rejeição faz com que as pessoas pensem que estão enviando os sinais de forma clara, mas não conseguem fazê-lo de modo que o seu pretendente consiga perceber. 

Tópicos: Ciência, Livros, Pesquisa e desenvolvimento