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Segurança | 16/07/2012 22:07

Como o exército protege o espaço virtual brasileiro

Apesar de parecer história de ficção científica, a guerra cibernética já é realidade

Thiago Tanji, de

Mas o que deve ser feito caso um ataque virtual atinja o país? O general Santos tem a resposta pronta. “É necessário detectar as possíveis ameaças e conhecê-las para realizar um contraataque efetivo”, diz. Ilustra a questão citando Richard Clarke, que trabalhou com contraterrorismo para o governo dos Estados Unidos e escreveu o livro Cyberwar. “Segundo Clarke, a China já prepara ações exploratórias no sistema americano. Ou seja, desde os tempos de paz é preciso conhecer o sistema cibernético do inimigo. O que dá condições de fazer um ataque em tempo de guerra é o conhecimento prévio, em um trabalho de inteligência”, afirma o general.

Atualmente o Centro de Defesa Cibernética já conta com ferramentas que permitem saber a gravidade do ataque. No entanto, ainda é necessário desenvolver um sistema que identifique os agressores, para iniciar um contra-ataque efetivo. “Estamos capacitando o pessoal. Um dos primeiros cursos tratou do tema segurança ofensiva. Para se defender você precisa conhecer as técnicas de ataque.”

A primeira missão oficial do CDCiber já tem data para acontecer. Entre os dias 20 e 22 deste mês, durante a conferência mundial Rio +20, o CDCiber coordenará as ações de segurança virtual do evento, trabalhando ao lado de empresas privadas e outras agências de tecnologia do governo. Monitorando as redes do encontro, os militares identificarão possíveis vulnerabilidades de segurança.

Na opinião do general Santos, a colaboração estabelecida entre os setores militar e civil é essencial para a proteção do espaço virtual brasileiro. Afinal de contas, a maior parte da infraestrutura considerada estratégica é gerida por empresas privadas. “Estamos aptos a colaborar com alguma agência de governo que coordene as ações da segurança cibernética, envolvendo as empresas e as agências governamentais. É necessário um ambiente colaborativo”.

Aspirante a protagonista na diplomacia mundial, o Brasil mantém sua postura pacífica, mas busca fortalecer sua segurança e diminuir as chances de eventuais ameaças. “A guerra do futuro estará centrada em redes. Espero que ela nunca venha a ocorrer, mas isso não exime a força militar de estar preparada”, diz o general Santos.

Antes de enfrentar uma guerra virtual, no entanto, o general ainda tem uma batalha pela frente, a de ver seu Santos ganhar a Libertadores e ir para o mundial. Ele faz uma previsão que é um desejo: “Que o Alvinegro da Vila, numa empreitada contra o Chelsea, seja mais bem-sucedido no Mundial”.

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