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Segurança | 16/07/2012 22:07

Como o exército protege o espaço virtual brasileiro

Apesar de parecer história de ficção científica, a guerra cibernética já é realidade

Thiago Tanji, de

Divulgação/Exército Brasileiro

Exército brasileiro

Soldados em treinamento: órgão do Exército é responsável por coordenar ações de proteção à estrutura virtual do país

São Paulo – Em um futuro não muito distante, as guerras poderão ser definidas sem que um tiro seja disparado. Para inutilizar a infraestrutura inimiga, como os setores de energia e telecomunicações, não haverá a necessidade de realizar ataques físicos: com um clique inicia-se uma invasão às redes desses sistemas.

A possibilidade de reação é pequena, já que todas as informações militares secretas também estarão nas mãos dos atacantes, por meio da interceptação virtual dos dados. Antes que se perceba, o país já estará dominado pelo invasor.

Apesar de parecer história de ficção científica, a guerra cibernética já é realidade. Casos como o do worm Stuxnet, que atacou centrífugas nucleares iranianas, indicam que o espaço virtual será um novo campo de batalha militar. Foi pensando assim que o Ministério da Defesa do Brasil criou, em agosto de 2010, o Centro de Defesa Cibernética do Exército (CDCiber).

O órgão é responsável por coordenar ações de proteção à estrutura virtual do país. Para liderar o projeto, o Alto Comando do Exército indicou um oficial que pouco lembra os emburrados militares das Forças Armadas. Simpático, de sorriso fácil e fala tranquila, o general de divisão José Carlos dos Santos, 59 anos, deixou o cargo de diretor do Ensino Preparatório do Exército e se mudou do Rio de Janeiro para Brasília com a missão de comandar 40 militares que formam o efetivo do CDCiber. "A estratégia nacional de defesa colocou a questão da segurança cibernética no mesmo patamar de importância dos setores nuclear e espacial”, diz ele.

Em sua sala no Quartel General do Exército, em Brasília, o general Santos confere os e-mails em seu MacBook. Antes de conceder entrevista a INFO, mostra um chaveiro que revela seu clube do coração: o general Santos torce para o Santos. Nascido e criado na cidade de Sorocaba, no interior de São Paulo, o oficial é o filho do meio de um policial que completava o salário trabalhando como taxista.

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