São Paulo - Se 2015 está chegando ao fim e você se deu conta de que não cumpriu boa parte daquelas promessas que fez na última virada de ano, não se desanime. A ciência pode te dar um empurrãozinho para garantir que 2016 seja diferente.

Trata-se de uma técnica simples estudada por cientistas nos últimos 40 anos, e que foi batizada de “question-behavior effect” (efeito comportamental da pergunta, em tradução livre).

A ideia básica por trás do termo é a de que uma pessoa tem mais chances de executar certos compromissos se for questionada sobre aquilo do que se for intimada a fazê-lo.

Em outras palavras, perguntas como “você vai fazer mais exercícios?”, ou “você vai começar a reciclar?” podem ser mais motivadoras do que constatações como “você vai se exercitar mais” ou “você começará a reciclar seu lixo”.

Segundo estudo publicado no Journal of Consumer Psychology por pesquisadores de três universidades norte-americanas, as respostas diferentes aos dois tipos de estímulo estão relacionadas à nossa consciência.

Questionamentos fazem com que você não apenas se lembre de suas promessas, mas também reflita sobre elas e se sinta mais desconfortável caso as descumpra.

Mais do que dar um instrumento para que as pessoas alcancem seus objetivos, a pesquisa oferece amparo para políticas públicas na promoção de uma série de mudanças de comportamentos, como o consumo de álcool antes de dirigir, a poluição e a violência entre gêneros.

“Nós descobrimos que o efeito é maior quando as perguntas são usadas para encorajar comportamentos sociais”, explicou à imprensa Eric R. Spangenberg, reitor da Paul Merage School of Business, University of California e um dos autores do estudo.

Os pesquisadores sugerem que o método pode ser eficaz tanto para pais que querem educar os filhos, quanto para pessoas que querem mudar a própria conduta ou desenvolver novos hábitos.

Portanto, em vez de levar consigo mais uma lista de promessas nesta virada de ano, pense em levar perguntas. Esta pode ser a chave para um ano de mais conquistas.

Tópicos: Ano Novo, Ciência, Comportamento, Psicologia