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“A ascensão dos aplicativos está suprimindo a navegação pelos padrões TCP/IP que entendemos por web”, sentencia Rakji Gero, pesquisador da Media Agility, consultoria responsável pelo maior estudo já feito sobre a economia dos aplicativos. “Você lê seu e-mail no iPad, checa o feed do Facebook no celular, acessa notícias no app da CNN, realiza uma chamada por Skype e, durante o trânsito, ouve seu podcast preferido. Ao final do dia, joga um game na rede Xbox ou assiste a um filme no Netflix. Tudo isso usando exclusivamente aplicativos, o que permite a cada usuário criar sua própria internet e não acessar um único site o dia todo”, afirma Gero.
Assim como ainda existem cartas e telegramas, sempre haverá sites abertos, mas, ao que tudo indica, os soviets da indústria de apps vão reduzir drasticamente o uso da web nos próximos anos. E eles são muitos. De acordo com a consultoria TechNet, só nos Estados Unidos existem 460 mil soviets, ops, desenvolvedores, suportando esta nova indústria. Esse exército que ao invés de Marx e Lenin prefere ler tutoriais de Lua e Objective C, as linguagens mais populares da economia mobile, é maior que a soma de todos os funcionários de dois ícones do antigo regime, a IBM a e a Microsoft, gigantes tão poderosos da indústria de software que, no passado, responderam acusações de formar um oligopólio.
“Sem dúvida, os apps são o futuro da internet. Hoje, pequenos grupos de jovens inovadores estão criando programas incríveis, democratizando a indústria de software”, afirma Alexandre Hohagen, vice-presidente do Facebook para a América Latina. Hohagen fala sério quando diz que a companhia onde trabalha compreendeu a força desse movimento. Poucas semanas após comprar o Instagram, o Facebook criou sua própria loja de aplicativos, o App Center, e está obstinado em seguir o deslocamento de seus 900 milhões de clientes, que se movem do browser para os aplicativos.
Além de assegurar audiência, os apps darão maior faturamento ao Facebook. Depois da publicidade, são os aplicativos a principal fonte de receita da multibilionária rede social, plataforma sobre a qual rodam fenômenos como FarmVille, Mafia Wars e Bubble Safari, todas criações da Zynga, companhia umbilicalmente ligada ao produto social criado por Mark Zuckerberg.
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