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Privacidade | 21/06/2012 10:35

Como as redes sociais guardam os seus dados

Saiba como se proteger de todos os sites que guardam um volume cada vez maior de informações a seu respeito

Juliano Barreto, de

©AFP/Arquivo / Rodrigo Buendia

Mulher visita página do Facebook em dois computadores

Risco de deixar tanta informação nas mãos de Google e Facebook retomou a discussão sobre o trato e a propriedade do conteúdo que geramos

São Paulo - Proteja-se do Google e do Facebook, do Pinterest, do Tumblr e de todos os sites que guardam um volume cada vez maior de informações a seu respeito. Qual é o limite para o uso desse conteúdo? Quem pode acessá-lo? Como é guardado? A velha discussão sobre privacidade volta a se acirrar com mudanças recentes feitas por esses serviços web em seus termos de uso.

Usei o Gmail entre 5 de março e 1 de abril deste ano para enviar 418 mensagens para 96 destinatários e receber 1.253 e-mails de 230 contatos. Fiz 718 buscas no Google usando um iPad, um celular com Android e um PC com Windows para acessar o YouTube. Voltando no tempo, vejo que recorri ao buscador por 25.751 vezes, sendo 30% delas para procurar imagens, e que, em 16 de fevereiro de 2009, usei o Google Maps às 22h05 para escolher um hotel para as férias.

Voltando ainda mais, vejo que comparei preços de um computador com processador Phenom 9.900, em 20 de março de 2008, às 15h51. Melhor parar por aqui. Esse exemplo é apenas uma amostra da quantidade de informações recolhidas pelos 60 serviços do Google que usamos quase diariamente e ver o quanto a empresa sabe sobre seus usuários.

Armazenar uma biografia detalhada de nosso perfil virtual é a forma que o Google encontrou para oferecer, sem custos, serviços como Gmail, YouTube, Chrome, Docs, Maps e outras ferramentas úteis na web. Pela lógica do Google, o item mais valioso é o conhecimento dos hábitos de seus usuários. De posse desses dados, a venda de publicidade torna-se mais eficaz e a empresa traça um perfil de seus milhões de consumidores que nenhum instituto seria capaz de fazer.

Os esforços para criar uma experiência mais simples e intuitiva para a propaganda exibida nos produtos do Google levam em conta o conteúdo de pesquisas atuais, do passado, cliques em anúncios, localização, histórico de visitas a outros sites, conteúdo de e-mails, posts clicados como +1 na rede Google+ e até apps instalados no celular. Dessa forma, é possível personalizar serviços, que "adivinham" o que queremos comprar ou com quem vamos falar antes mesmo de digitarmos uma palavra.

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