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De 10% a 15% das receitas do varejo devem ser influenciadas por aplicativos móveis
São Paulo - Você pode não ter ainda ouvido falar de Shopkick, mas trata-se de um dos melhores exemplos das dramáticas mudanças no varejo atualmente. Aplicativo que roda em iPhone, o Shopkick dá a seus usuários kickbucks — pontos para serem trocados — quando eles entram em lojas como Best Buy, American Eagle, Macy’s e outros varejistas americanos.
Kickbucks adicionais estão disponíveis para quem fizer ações determinadas, como, por exemplo, fotografar um pôster no provador de uma loja com a câmera do iPhone. Os kickbucks podem ser trocados por vale-presente ou doados para caridade. Além disso, quando um cliente da Best Buy mostra seu iPhone com Shopkick para o caixa da loja, ganha um desconto na hora.
Ao combinar o poder de localização do GPS com a onipresença do celular e a criatividade do marketing online, o Shopkick e vários aplicativos similares estão modificando o cenário do consumo. Em um período em que os varejistas estão sofrendo para conquistar clientes, esse tipo de uso novo da tecnologia vai beneficiar consumidores e lojistas.
Os early adopters do comércio móvel (ou m-commerce) terão grandes oportunidades para influenciar os consumidores em tempo real ao criar capacidade de análise de consumo no exato momento em que o cliente está na loja. Varejistas que demorarem vão ver cada vez mais seus clientes caminhando pelas lojas usando o smartphone para ler a análise de produtos, comparar preços e... fechar a compra com o concorrente. O m-commerce acaba com a separação entre website e loja física, transformando a internet em um grande motor de vendas.
Ainda um fenômeno relativamente novo, o m-commerce já está conseguindo deixar sua marca. Uma pesquisa recente da consultoria Booz & Company analisou consumidores americanos do comércio móvel e descobriu que entre 15% e 20% usam o celular e outros aparelhos com acesso à internet para checar preços e fazer comparação entre produtos, enquanto 25% pretendem fazer isso no futuro.
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