São Paulo – Com o lançamento do relógio inteligente Apple Watch, o cofundador da Apple, Steve Wozniak, afirmou que a empresa não é mais a mesma. Para ele, a companhia entrou no segmento de luxo, onde a tecnologia é menos relevante. 

“Eu amo meu Apple Watch, mas ele nos levou até o mercado de joias onde você irá comprar um relógio que custa entre 500 dólares e 1.100 dólares baseado no quanto você se considera importante  como pessoa. A única coisa que muda é a pulseira em todos os relógios. Há 20 opções nessa faixa de preço. A pulseira é a única diferença”, escreveu o cofundador da Apple em uma sessão de perguntas e respostas no Reddit. 

Woz, entretanto, diz que o mercado muda e que é preciso acompanhar esse movimento. "Bem, esta não é a empresa que era originalmente, ou a companhia que realmente mudou muito o mundo. Então, ela deve estar mudando, mas você precisa seguir, sabe. Você precisa seguir os caminhos em que estão os mercados", declarou Woz. 

Não é a primeira vez que o cofundador da Apple critica um relógio inteligente, mas é a primeira vez que ele fala abertamente sobre o rumo que a empresa tomou com esse lançamento (quando EXAME.com pediu que ele comentasse o caso, sua esposa sugeriu que essa fosse uma entrevista paga. A proposta, que é ilegal segundo a associação dos jornalistas internacionais, foi negada).  

Em um evento no Brasil em 2014, o alvo foi o Gear, da Samsung. Sua reclamação era que o aparelho deveria ter funções de smartphone e não apenas exibir alertas que chegam no celular pareado. 

Apesar do comentário sobre o Apple Watch, o cofundador da Apple avaliou positivamente o gestão do CEO Tim Cook, que assumiu o posto após a morte de Steve Jobs, em 2011. 

"De todo o resto, eu aprovo bastante a gestão de Tim Cook, porque toda vez que chega uma nova atualização do iOS, fico muito contente que ele esteja fazendo coisas que realmente afetam as pessoas. Como transferir ligações do meu celular para o meu computador, etc", escreveu Woz. 

Sobre o caso da batalha judicial contra o governo nos Estados Unidos, que pede uma porta de acesso virtual (backdoor) no iPhone para coletar dados para uma investigação, Woz disse que esse tipo de recurso cairia facilmente nas mãos erradas. 

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