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Leilão | 14/06/2012 10:13

Claro gastou menos e levou mais banda que a Vivo

Enquanto a Vivo pagou R$ 1,050 bilhão para ter sua cobertura nacional 4G , Claro gastou menos de R$ 989 milhões pela mesma cobertura

Letícia Cordeiro e Helton Posseti, do

Antonio Milena/EXAME

Loja da Claro no shopping Morumbi

Claro pagou R$ 21,1 milhões por MHz adquirido na faixa W e R$ 7,2 milhões por MHz na faixa P, que é regional

São Paulo - Colocando na ponta do lápis os totais pagos por cada operadora e a quantidade de banda adquirida por cada uma delas é possível assumir que a Claro foi a que fez o melhor negócio.

A operadora do grupo América Móvil conseguiu a licença nacional de 20 MHz + 20 MHz do bloco W pagando R$ 844,519 milhões (ágio de 34,01% sobre o preço mínimo e praticamente a metade do ágio que a Vivo teve de arcar - impulsionadas pelas contra-ofertas da Oi, diga-se de passagem) e de quebra ainda arrematou outros 19 lotes regionais de 10 MHz + 10 MHz dos blocos P por R$ 144,285 milhões.

Ou seja, a Claro pagou R$ 21,1 milhões por MHz adquirido na faixa W e R$ 7,2 milhões por MHz na faixa P, que é regional. E mesmo somando os dois valores, o montante ainda é menor que o total gasto pela Vivo apenas para a licença nacional de 20 MHz + 20 MHz no bloco X, ou seja, R$ 1,050 bilhão, ou R$ 26,25 milhões por MHz .

Ou seja, a Vivo teve de arcar com ágio de 66,6% pelo bloco X nacional e desembolsou R$ 1,050 bilhão por ele, enquanto a Claro gastou R$ 988,804 milhões pela faixa W e os blocos da P, que incluem regiões importantes do interior São Paulo, Minas Gerais, Goiás e regiões do Nordeste.

Vale lembrar ainda que a Vivo teve de abrir mão das licenças de MMDS em 2,5 GHz que detinha nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Curitiba, pelas quais havia pagado cerca de R$ 1 bilhão, quando da aquisição da TVA pela Telefônica, em 2006. Parte desse valor, contudo, pode ser recuperado em uma venda das operações de MMDS, em que a Sky tem a preferência de compra.

O mesmo vale para a Claro em Porto Alegre, Recife e Curitiba. Não se tem ideia de qual será o parâmetrode preço nessas negociações, pois além das frequências, a Anatel diz que é preciso levar o serviço de MMDS. Por outro lado, se não houver negociação, as licenças renunciadas serão licitadas, e nesse caso não incluem o MMDS e provavelmente seguirão o preço mínimo já colocado no edital.

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