São Paulo – O consagrado seriado americano “The Walking Dead” retornou nesta semana para uma nova temporada de pânico, drama e sangue, é claro. Baseada em uma história em quadrinhos, a série deu início a uma febre mundial sobre o assunto e que suscita sempre a mesma pergunta: na ocasião de um ataque zumbi, o que devo fazer?

Bom, de fato há um grande número de pessoas que nem sequer acreditam nesta possibilidade. O próprio Dr. Zumbi, apelido do cientista americano Steven Schlozman, já enfatizou em outras ocasiões que ninguém precisa se preocupar com zumbis, “pois eles não existem.” 

Em contrapartida, há quem lide com o assunto de forma bem humorada. A Universidade de Irvine, na Califórnia, por exemplo, está oferecendo um curso online e gratuito chamado “Society, Science, Survival: Lessons from AMC’s The Walking Dead”. A ideia do curso é a de aproveitar lições do seriado para explicar como a matemática deve ser usada em situações extremas e na qual a sobrevivência está em risco.

Pois considerando que a melhor estratégia é a prevenção, não custa ter em mãos algumas informações básicas que podem ajudá-lo nesta hipotética empreitada. Em um exercício de imaginação, o site LiveScience pediu que dois cientistas elaborassem as melhores maneiras se sobreviver aos zumbis, o neurocientista da Universidade da Califórnia, Bradley Voytek, e o matemático da Universidade de Ottawa (Canadá), Richard Smith?, que gosta de usar o ponto de interrogação após seu último nome.

Para Voytek, o primeiro passo é estabelecer um local de isolamento. “Qualquer pessoa que entrar em um local seguro deverá passar dois dias isolado do resto do grupo”, aconselhou ele. É preciso ainda atentar para as roupas: o melhor é que todos vistam botas e jaquetas de couro, pois o material dificilmente se romperia na ocasião de uma mordida.

Outra recomendação é que as pessoas procurem se abrigar em locais cercados por água. “Cadáveres não se dão muito bem com água, então se conseguir ir para um iate ou uma ilha, estaria em segurança.”

Já Smith? aposta nos números e no conhecimento como as maiores vantagens dos humanos. Segundo suas estimativas, caso aconteça um ataque zumbi, uma cidade com 500 mil habitantes, como Londrina (Paraná) ou Niterói (Rio de Janeiro), por exemplo, estaria completamente tomada em cerca de quatro dias.

O matemático crê ainda que o melhor lugar do mundo para estar é a Austrália. “Presumindo que a origem do problema esteja fora do país, é bom lembrar que são necessárias quase 24 horas para se chegar à Austrália de praticamente qualquer lugar do mundo”.

De acordo com seu raciocínio, caso exista alguém infectado dentro deste avião, esta pessoa irá logo contaminar outros passageiros. Portanto, são grandes as chances de que este voo possa cair em algum lugar antes de pousar no país.

Também é preciso ter em mente a melhor forma de lidar com os zumbis da vizinhança. “Tentar lutar contra eles de forma individual não será nada efetivo”, considera o matemático, “especialmente porque a maioria das pessoas não é boa de luta.” Seu conselho? Junte forças com outras pessoas para que consigam usar todos os recursos e conhecimentos contra os zumbis. 

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