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Contra a Aids | 05/08/2011 18:24

Chip de US$ 1 detecta HIV com gota de sangue

Pesquisadores constroem um chip capaz de detectar Aids, sífilis e câncer de próstata analisando um gota de sangue em apenas 15 minutos

Paula Rothman, de

Columbia Engeneering

mChip -- laboratório num chip

O mChip permite analisar quantidades diminutas de sangue e detectar doenças como Aids, sífilis e câncer de próstata

São Paulo — Um novo modelo de laboratório em chip consegue diagnosticar em 15 minutos, e usando apenas uma gota de sangue, doenças como Aids e sífilis. A invenção de Samuel K. Sia, da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, aparece na última edição da revista científica Nature Medicine.

Na introdução do trabalho, ele e sua equipe explicam a motivação da pesquisa. “Um dos grandes desafios na ciência e da engenharia hoje é desenvolver tecnologias que melhorem a saúde de pessoas nas regiões mais pobres do globo”. Os pesquisadores descrevem como manipularam pequenas quantidades de fluidos (microfluidos) e de nanopartículas no dispositivo de diagnóstico de baixo custo chamado mChip.

Do tamanho de um cartão de credito, ele possui micro tubos de ensaio e reagentes químicos que fornecem um resultado final em menos de 15 minutos. Isso significa que a máquina não fornece uma contagem, ou análise, que precisa ser interpretada. Seus resultados são diretos. O chip foi criado em parceria com a empresa Claros Diagnostics Inc, e custa apenas US$ 1. Já o equipamento completo fica na faixa dos US$100. Como precisa de apenas uma gosta de sangue, o laboratório em chip pode ser usado para diagnosticar até mesmo recém-nascidos.

Nos últimos quatro anos, a equipe esteve em Ruanda, na África, realizando testes na população em parceria com três ONGs locais. O mChip conseguiu diagnosticar com sucesso a presença do HIV e do HIV combinado à sífilis. Os pesquisadores acreditam que o dispositivo possua grande potencial para revolucionar a medicina no mundo – especialmente na África, onde comunidades que não têm acesso a equipamentos mais sofisticados podem se beneficiar.

Além disso, o mChip pode ser adaptado a outros diagnósticos. Uma versão que detecta câncer de próstata, por exemplo, foi aprovada para uso na Europa no ano passado.

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