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Ásia | 07/04/2012 18:01

China prende acusados de comprar órgãos com iPads

Caso ocorreu em 2010 quando um garoto identificado como Zheng aceitou vender seu rim em troca de 22 mil iuanes

Felipe Zmoginski, de

Reprodução

Novo iPad, da Apple

Caso ocorreu em 2010 quando um garoto identificado como Zheng aceitou vender seu rim em troca de 22 mil iuanes, para comprar aparelhos da Apple

São Paulo - A agência de notícias chinesa Xinhua divulgou, este final de semana, que cinco pessoas foram presas na China acusadas de aliciar um jovem de 17 anos a vender seu rim.

O caso ocorreu em 2010 quando um garoto identificado como Zheng aceitou vender seu rim em troca de 22 mil iuanes, o que equivale a cerca de sete mil reais. Na época, o jovem usou o dinheiro para comprar um iPad e um iPhone.

Após ganhar o mundo pelo caráter bizarro (e um tanto desumano), a história de Zheng voltou ao noticiário após sua mãe revelar que o garoto, que vive numa província pobre do interior do país, agora está doente e sofre de insuficiência renal.

O caso gerou comoção na China onde há milhões de pessoas doentes em função da venda de órgãos como rins e córnea. Até 2007 não havia leis contra o comércio de órgãos humanos no país. O governo central, no entanto, reagiu ao clamor popular e decidiu investigar o caso de Zheng.

Segundo a agência Xinhua, que é controlada pelo Estado, cinco pessoas foram presas esta semana acusadas de intermediar a negociação e tornar viável a cirurgia que extraiu um órgão de Zheng. Entre os presos está um médico acusado de receber 70 mil iuanes para realizar a operação, valor dez vezes superior ao recebido pelo jovem.

Os cinco suspeitos podem ser condenados a até 20 anos de prisão se forem condenados pelo crime de colaborar com o tráfico de órgãos humanos.

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