São Paulo -- Em sua primeira investida fora dos países de língua inglesa, o site BuzzFeed vai ganhar versões em português do Brasil, espanhol e francês. O site, que agrega conteúdo viral da internet, será traduzido por estudantes do curso de inglês online Duolingo.

O BuzzFeed usa algoritmos e editores humanos para identificar conteúdo viral. O resultado é uma espécie de linha do tempo com notícias, curiosidades, links para outros sites, charges humorísticas, vídeos e muitas listas no estilo “10 incríveis fantasias de última hora para o Halloween”.

Há cerca de um mês, Jonah Peretti, fundador e CEO do Buzz Feed, divulgou, via LinkedIn, que o tráfego no site havia triplicado em um ano. Em agosto, foram 85 milhões de visitantes únicos, número que supera o de muitos sites importantes na web.

Peretti (que também foi um dos fundadores do Huffington Post) ainda diz que a empresa, que já tem mais de 300 funcionários, registrou lucro recorde em agosto. Na mesma mensagem, ele já adiantava que o site iria se expandir para outros países.

Mas o plano não era criar subsidiárias locais. “Vamos ter um grande site global que vai se adaptar dinamicamente para atender às necessidades de diferentes países e idiomas”, escreveu ele. Em outras palavras, o site vai identificar o idioma configurado no browser e entregar o conteúdo correspondente.

Segundo o site Alexa, o Brasil é o quinto país com maior número de visitantes no BuzzFeed. Os brasileiros são responsáveis por 2,3% do tráfego. E os quatro países que estão à frente são todos de língua inglesa. Assim, é natural que o Brasil seja prioridade nessa expansão para outros idiomas.

A estreia do BuzzFeed Brasil está marcada para o dia 18 deste mês. O BuzzFeed em espanhol via ao ar no dia 21; e, em francês, em 4 de novembro. O esquema de tradução será o mesmo que já é usado pela CNN para traduzir notícias.

O Duolingo ensina o idioma enfocando conceitos e situações práticas. Depois, o aluno pratica a língua que está aprendendo traduzindo textos. É uma forma de crowdsourcing. Empresas como CNN e, agora, BuzzFeed, pagam pelas traduções. Para elas, a vantagem desse sistema é que ele é muito mais barato do que contratar tradutores profissionais.

Já para o Duolingo, essa é a única fonte de receita. Ela permite manter o curso gratuito para os alunos. De certa forma, cada pessoa que clicar num link no BuzzFeed estará ajudando a pagar os estudos de alguém.

“Estamos muito animados por colaborar com o BuzzFeed, empresa que é conhecida por ser extremamente inovadora” diz Luis von Ahn, fundador do Duolingo, num comunicado da empresa. “O conteúdo produzido por eles é ótimo e nossos alunos se divertem traduzindo-o”, completa.

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