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"O internauta entra no site de uma empresa para fazer uma reclamação ou solicitar algum atendimento e esse acesso é subsidiado pela empresa", explicou o ministro
São Paulo - O Ministério das Comunicações, juntamente com a Anatel e o NIC.br, estão trabalhando em um projeto de conectividade à cobrar, cujo piloto deve ser iniciado ainda no primeiro trimestre deste ano. A informação é do próprio ministro das comunicações, Paulo Bernardo, que nesta terça-feira, 7, participou de um painel na Campus Party, evento de internet realizado em São Paulo.
Fazendo uma analogia, o serviço seria equivalente à popular ligação a cobrar, cuja tarifa é paga pelo receptor ou destinatário da chamada telefônica. Só que neste caso, o serviço em questão seria o de internet. Segundo o ministro, o piloto do projeto deve acontecer na primeira quinzena de março, na região de Varjão, em Brasília.
“A ideia é criar uma conexão não tarifada, assim como já existe na telefonia. O internauta entra no site de uma empresa para fazer uma reclamação ou solicitar algum atendimento e esse acesso é subsidiado pela empresa. É uma espécie de 0800 digital”, explica. “É importante lembrar que esse serviço não vai eliminar o 0800 telefônico, apenas complementá-lo. Pode ser uma boa alternativa para bancos, que têm o interesse de estimular o acesso eletrônico e a redução de custos operacionais, e outras centrais de call center”.
O ministro não quis dar mais detalhes sobre o projeto, alegando que ainda há muito a ser analisado na área de domínios, acessos a sítios e transações a cobrar, mas ressaltou que a tecnologia para isso já existe e foi desenvolvida em conjunto por técnicos do Minicom, Anatel e NIC.br.
A ideia, vale lembrar, não é nova. Em 2000, para aliviar o efeito dos chamados "sumidouros de tráfego" (denominação dada aos grandes portais que utilizavam acesso discado), a Anatel chegou a trabalhar em uma proposta de um código específico para internet, com tarifação diferenciada. O projeto era chamado de 0i00. Essa mesma ideia foi recuperada em 2008 pelo ministério e pela Anatel, mas sem efeitos concretos, e agora parece estar de novo na pauta.
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