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Navio | 16/04/2012 16:43

Bactéria pode acabar com os restos do Titanic

Bióloga encontrou bactérias por trás de formações particulares de águas profundas

Vanessa Daraya, de

Divulgação/NOAA

Titanic

O Titanic tem cerca de 50 mil toneladas de aço

São Paulo – Exatamente cem anos após o naufrágio do Titanic, a pesquisadora Henrietta Mann anunciou que em até 30 anos, é provável que não exista mais nenhum resquício do navio no fundo do mar.

Durante quatro anos, Mann, a bióloga e geóloga da Universidade Dalhousie, em Halifax, Canadá, analisou as bactérias que estão roendo o casco no navio afundado. Então, ela conseguiu amostras do Instituto de Oceanografia de Bedford e as examinou em um microscópio eletrônico. Com isso, Mann encontrou bactérias por trás das formações particulares de águas profundas.

A descoberta vai contra a ideia de que a ferrugem encontrada no navio fazia parte de um processo químico de oxidação, conclusão feita por uma expedição científica ao Titanic em 1991. Na época, os pesquisadores acharam a formação de uma ferrugem parecida com estalactites, penduradas para fora do Titanic.

Entre as bactérias encontradas por Mann e Bhavleen Kaur, da Universidade de Sevilha, foram identificadas 27, inclusive uma nunca encontrada antes, a Halomonas titanicae. Ela tem triturado o casco de aço e o transformado nessa ferrugem parecida com estalactite.

O Titanic tem cerca de 50 mil toneladas de aço. Essa abundância de alimento para as bactérias invisíveis a olho nu faz com que elas se multipliquem com muita velocidade ao longo dos anos. Por isso, o navio encontrado hoje está bem diferente do visto em 1991. Mann acredita que em um período de 20 a 30 anos, o Titanic vai desaparecer.

Segundo o estudo de Mann, a desintegração do Titanic representa uma perda. Porém, a descoberta oferece uma esperança aos navios e plataformas que naufragam. As bactérias são capazes de fazer tudo voltar ao que era antes.

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