Londres - O astrofísico britânico Stephen Hawking alertou que os avanços na ciência e tecnologia, junto com uma série de fatores que dependem diretamente das pessoas, ameaçam a continuidade da humanidade.

Para o cientista, estes progressos derivarão em "novas vias pelas quais as coisas podem terminar mal" e afirmou entre os riscos que poderiam pôr o mundo em perigo estão uma possível guerra nuclear, o aquecimento global e os vírus de engenheira genética, segundo antecipou nesta terça-feira a rede "BBC".

Estas declarações são extraídas de conferências que Hawking gravou e que serão emitidas nos próximos 26 de janeiro e 2 de fevereiro no programa Reith Lecture da "BBC" Rádio 4 sobre suas pesquisas relativas aos buracos negros.

Em resposta às perguntas da audiência, Hawking garantiu que a humanidade poderia sobreviver se finalmente conseguir estabelecer e suspender colônias no espaço.

"Apesar de a possibilidade ocorrer um desastre na Terra pareça agora muito baixo, será quase uma certeza nos próximos mil ou dez mil anos", apontou.

No entanto, o cientista de 74 anos explicou que, para então, os humanos "terão se expandido pelo universo" e chegarão "a outras estrelas" por isso que uma catástrofe no planeta "não suporá o final da raça humana".

Apesar de soar promissor, Hawking deixou claro que a humanidade "deve ser muito cuidadosa" atualmente porque as colônias "auto-suficientes" no espaço exterior não serão factíveis até passados "pelo menos cem anos".

O astrofísico já afirmou os riscos que suporia para a extinção do gênero humano um avanço rápido e forte da inteligência artificial.

Além disso, se definiu como uma pessoa "otimista" ao acreditar que é possível que os humanos possam reconhecer a tempo os perigos da ciência e da tecnologia para "controlá-los".

Hawking também aconselhou a nova geração de jovens cientistas que seu desafio consiste em ajudar a entender como estes descobrimentos mudarão o mundo.

Tópicos: Ciência, Tecnologia