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Assange é acusado de três crimes de agressão sexual e um de estupro de duas mulheres suecas em agosto de 2010
Londres - O fundador do WikiLeaks, Julian Assange, recorreu nesta quarta-feira à Corte Suprema britânica, máxima instância judicial do Reino Unido, para evitar sua extradição à Suécia, país que o reivindica por supostos crimes sexuais.
Assange compareceu ao tribunal, situado no centro de Londres, antes de começar a sessão, prevista para 8h30 (horário de Brasília), supostamente para despistar os jornalistas, e espera-se que permaneça no local até o final do dia.
Durante a audiência, que se prolongará até a quinta-feira, sua defesa exporá diante de sete magistrados do Supremo os argumentos do recurso, mas o veredicto só deverá ser dado dentro de algumas semanas.
O recurso de Assange, que nega as acusações que lhe são atribuídas - três crimes de agressão sexual e um de estupro de duas mulheres suecas em agosto de 2010 -, não se baseia em detalhes do caso, mas em um aspecto legal.
A defesa alega que a Procuradoria sueca, que emitiu a ordem europeia de detenção que desembocou em sua detenção em Londres em 8 de dezembro de 2010, não tinha legitimidade para fazê-lo, já que a assinatura de ordens europeias corresponde aos juízes.
A advogada Dinah Rose disse nesta quarta ao início da audiência no Supremo que a ordem de detenção emitida supunha uma 'interferência à liberdade individual'.
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