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Tela do iPad, da Apple
A facilidade com que crianças interagem com telas sensíveis ao toque chama a atenção de uma nova indústria, a de aplicativos. Entre os programas de educação para tablets mais vendidos nos Estados Unidos pela App Store, loja on-line de Apple, 80% são voltados a crianças – quase 60% miram a educação infantil, até 5 anos de idade. Boa parte dos apps pretendem desenvolver capacidades cognitivas, auxiliando no aprendizado de cores e formas e também na alfabetização, além de exercitar a coordenação motora. Segundo o estudo iLearn II, conduzido por Carly Shuler, pesquisadora do Sesame Workshop, ONG responsável pelo programa infantil Vila Sésamo, pouco menos da metade dos programas tem essas finalidades.
No Brasil, as crianças também descobriram o filão. Manoela, de apenas 2 anos, faz parte dessa geração touchscreen. Segundo sua mãe, a gerente de comunicação Isabella de Paula, de 32 anos, a menina aprendeu os primeiros números graças ao aplicativo Escolhinha da Galinha Pintadinha – uma franquia de vários títulos que já foram baixados mais de 1 milhão de vezes. "Manoela também já identifica as cores. Agora, a todo momento, pede para usar o tablet", diz Isabella.
Os especialistas ainda discutem em que medida os títulos de fato ajudam a desenvolver capacidades cognitivas e auxiliam o processo de alfabetização. Não há um veredicto a respeito – nem aqui, nem no exterior. "Por se tratar de uma tecnologia muito nova, ainda não há levantamentos conclusivos acerca da influência desses aplicativos na educação das crianças", diz o americano Michael Robb, pesquisador do Fred Rogers Center, que se dedica ao tema.
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