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Robótica | 03/09/2012 07:09

Androides saem da ficção para auxiliar o Pentágono

O robô tem que ter "quadris, costas, ombros, pescoço, punhos, ombros e joelhos", articulações necessárias para atuar em resgates e entrar em áreas de difícil acesso

Elvira Palomo, da

iRobot Corp / Divulgação

iRobot, robô usado no acidente nuclear no Japão

iRobot, robô usado no acidente nuclear no Japão

Washington - Eles Já sabem subir escadas, fazer flexões e, em breve, já poderão dirigir veículos, remover escombros e atuar em situações extremas: esses são os novos e mais autônomos androides do Pentágono.

Os robôs humanoides poderão ser utilizados em resgates, entrar em áreas de difícil acesso e auxiliar resgates de desastres naturais, tarefas que antes ficavam restritas somente à ficção.

A empresa que recebeu esta encomenda foi a Boston Dynamics, que obteve um contrato de US$ 11,2 milhões para construir estes robôs, que terão duas pernas, dois braços com mãos e uma estrutura similar a uma cabeça humana com sensores e um computador de bordo.

A concessão foi feita através do programa de robôs de alta mobilidade da Agência de Projetos de Pesquisa Avançada de Defesa (Darpa, na sigla em inglês), que estipulou normas muito concretas.

O robô tem que ter "quadris, costas, ombros, pescoço, punhos, ombros, joelhos e tornozelos", articulações necessárias para dar mais mobilidade e flexibilidade. As extremidades e o tronco devem estar, além disso, cobertos por uma armação que deem um aspecto mais humano aos androides.

O principal objetivo do projeto, que já está em andamento, é desenvolver um robô terrestre capaz de executar 'tarefas complicadas em ambientes perigosos', segundo especifica o Pentágono nos documentos para a concessão do contrato, que entrou em licitação em abril.

O programa é centrado em robôs que são capazes de utilizar ferramentas humanas, instrumentos que podem ser agarrados com as mãos, de martelos até veículos.

O Pentágono procura avançar em novas tecnologias consideradas chave para conseguir melhorar a autonomia destes robôs e facilitar seu controle.

Os robôs, que já estão sendo analisados nos laboratórios da Boston Dynamics, são submetidos a testes de resistência, sobem escadas e fazem flexões para demonstrar que possuem condições de cumprirem as tarefas que serão encarregados no futuro.

Segundo a empresa responsável pelo projeto, a previsão é que estes robôs estejam prontos já em 2014. Mas, antes, eles terão que provar que conseguem dirigir um veículo utilitário de carga a uma velocidade máxima de 15 km/h, além de mudar de marchas, acelerar e frear; retirar escombros que estão bloqueando o acesso a uma porta e entrar em um prédio.

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