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Kindle Fire, a tablet da Amazon: executivo não falou com jornalistas ao final do evento, alegando não "querer estragar a surpresa"
São Paulo - O segundo mais importante executivo da Amazon aproveitou a presença na 22º Bienal do Livro, em São Paulo, para tentar atenuar a resistência das editoras brasileiras ao livros digitais. Em palestra, Russ Grandinetti mostrou dados e afirmou que os principais concorrentes dos e-books são outros produtos digitais, como músicas e filmes, e não a versão impressa. Grandinetti evitou falar sobre detalhes do início de suas operações no Brasil, previsto por consultores do mercado de varejo para ocorrer até o final de 2012.
"Durante muitos anos, as pessoas enxergavam no livro digital um concorrente do impresso", afirmou o vice-presidente, alfinetando de forma sutil as editoras que não querem fechar acordos com a companhia para a distribuição de seus e-books. "O Kindle não é um gadget ou um dispositivo. O Kindle é um serviço", completou. "O e-book disputa espaço com músicas e filmes".
Grandinetti participou de uma palestra, onde contou a história do Kindle para cerca de 100 pessoas. Adiantou no início de sua fala não possuir qualquer detalhe adicional sobre a empresa no Brasil.
De acordo com os gráficos exibidos pelo porta-voz, a venda de e-books não comprometeu a comercialização dos livros tradicionais de forma global. O serviço, disponível em mais de 100 países do mundo, inclusive Brasil, também testemunhou um crescimento significativo na venda de obras em inglês em regiões onde a língua anglofônica é o segundo idioma. Os motivos são óbvios. O número de títulos em outras línguas ainda é ínfimo na grande biblioteca Amazon.
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