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Aviso sobre tsunami na Califórnia: os sistemas de alerta abrangem os oceanos Pacífico, Índico e Atlântico Norte
São Paulo — Logo depois do violento terremoto que sacudiu o Japão, sirenes começaram a tocar em várias cidades litorâneas do Pacífico, avisando à população que um maremoto estava a caminho. Nas ilhas havaianas Hilo e Haleiwa, por exemplo, o alarme foi disparado por volta das 22 horas (5 horas no Brasil). Nessas duas ilhas, 30 mil pessoas vivem em áreas que podem ser inundadas por tsunamis. Numa situação de emergência como essa, quem estiver na zona de risco deve fugir imediatamente para algum lugar alto ou distante da orla marítima.
Os sistemas de alerta contra maremotos de vários países foram reforçados depois do grande tsunami que sacudiu o oceano Índico em dezembro de 2004, matando 200 mil pessoas em países como Sri Lanka, Índia e Indonésia. Esses sistemas se baseiam no fato de que as ondas gigantes do tsunami viajam a uma velocidade entre 500 e 1.000 quilômetros por hora. Isso significa que elas podem demorar algumas horas para atingir uma cidade distante.
Já as ondas de choque do terremoto deslocam-se, tipicamente, a 14.400 quilômetros por hora. Quando há um grande abalo, como o que atingiu o Japão, os sismógrafos do mundo inteiro dão o alerta em minutos. Assim, ao menos na teoria, sobra um intervalo para evacuar a população. Obviamente, isso não vale para lugares muito próximos do epicentro do terremoto. Neles, a chegada do tsunami é rápida demais para permitir uma evacuação. Foi o que aconteceu no Japão, onde o tsunami teve efeito devastador.
O problema dos alertas emitidos pelos sismógrafos é que um terremoto raras vezes é sinônimo de tsunami. Se as sirenes fossem disparadas cada vez que um abalo sísmico é detectado, a população rapidamente deixaria de reagir a elas. A sucessão de alarmes falsos acabaria abalando a confiança no sistema. Para evitar isso, um sistema bastante mais complexo é empregado.
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