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Em maio de 2010, a Adobe contestou as afirmações de Steve Jobs sobre o Flash. Um ano e meio depois, Jobs vence a briga
São Paulo — A Adobe está abandonando seu plug-in Flash para smartphones e tablets. A notícia, divulgada pelo site ZDNet, é especialmente ruim para os fabricantes de dispositivos com Android, já que a compatibilidade com a tecnologia Flash é uma das vantagens desses gadgets em comparação com o iPhone e o iPad.
Segundo a ZDNet, a Adobe enviou uma mensagem a alguns parceiros avisando que está interrompendo o desenvolvimento do plug-in Flash para plataformas móveis. O comunicado diz que a empresa não vai mais adaptar o Flash Player para novos browsers, versões de sistema operacional ou dispositivos. Haverá apenas correções de bugs para as versões atuais, que rodam no sistema Android, do Google, e no tablet BlackBerry PlayBook, da RIM.
A tecnologia Flash deve continuar sendo usada na criação de aplicativos para plataformas móveis por meio da ferramenta Adobe Air. Mas serão programas independentes do browser. Além disso, a empresa diz que vai continuar desenvolvendo as versões para computadores do plug-in. Paralelamente, a Adobe deve se concentrar mais na tecnologia HTML5, que vem ganhando força no desenvolvimento de aplicativos online.
Steve Jobs
Amplamente usado na web – tanto em jogos e aplicativos online como em anúncios animados – o Flash está presente em praticamente todos os computadores pessoais. Mas seu uso em dispositivos móveis é muito menos comum. E isso acontece, em boa parte, por causa da Apple. Em 2010, a Apple iniciou uma queda de braço com a Adobe quando baniu oficialmente o Flash do iPad e do iPhone.
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