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Cults | 06/03/2012 21:48

A hora e a vez dos alternativos 'indie games'

Com faturamento anual de 90 bilhões de dólares, mercado independente de jogos eletrônicos cresce no mundo e garante espaço para títulos 'cabeça'

Renata Honorato, de

Divulgação

Jogo independente 'Limbo'

Jogo independente 'Limbo' é inspirado no expressionismo alemão - e rende arrepios até em marmanjos

São Paulo - A Game Developers Conference (GDC), que acontece nesta semana, em São Francisco, nos Estados Unidos, é famosa por reunir desenvolvedores de jogos ligados a gigantes do setor de entretenimento digital e também profissionais do mercado independente. Ao longo de cinco dias, programadores e designers de games trocam experiências através de painéis e mostram versões de jogos beta que serão lançados nos próximos meses.

Considerado o evento mais importante do mundo para a comunidade de desenvolvimento, a GDC aponta tendências para os anos que virão. Não é de se estranhar, portanto, que a quantidade de representantes independentes tenha crescido exponencialmente nos últimos anos, tendo em vista a boa entrada que os títulos alternativos têm registrado no mercado.

Esses jogos não têm por trás grandes produtoras, não estão presentes nas grandes feiras do mundo e não contam com celebridades para promovê-los, mas faturam milhões graças às novas plataformas de distribuição on-line. É o caso de Minecraft, que já foi baixado por mais de 5 milhões de pessoas. O preço médio do título, que varia de gadget para gadget, é de 20 dólares. As estatísticas levam a crer que o jogo tenha faturado ao menos 100 milhões de dólares.

Minecraft foi desenvolvido pelo sueco Markus "Notch" Persson e lançado oficialmente em novembro de 2011. Nele, o jogador constrói cenários a partir de blocos tridimensionais a fim de criar um ambiente propício à vida. Atualmente, o jogo está disponível nos sistemas iOS, da Apple (Mac, iPhone, iPod, iPad); Android, do Google; e PC. Neste ano, Minecraft chega também à PSN, a rede on-line do PlayStation 3 (Sony), e à Xbox Live, a rede on-line do Xbox 360 (Microsoft).

A exemplo do que ocorre no cinema independente, é no setor de jogos alternativos, conhecidos como indie games, que surgem os títulos mais ousados e mais repletos de referências. Como não há uma distribuidora por trás dos desenvolvedores criando padrões ou impondo regras, os designers se sentem livres para adequar seus projetos às suas preferências. Daí, surgem os "jogos cabeça", uma curiosa analogia ao cinema cult (os "filmes cabeça"), que, embora retratem assuntos complexos ou façam referência a artes plásticas, literatura e música, encontram seu público.

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