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Cinema | 26/04/2011 10:35

A fantástica fábrica de avatares da Disney

Recriar digitalmente o rosto das pessoas é o grande desafio dos pesquisadores do laboratório de computação gráfica da Disney na Suiça

Suzana Camargo, de
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Divulgação

Laboratório Disney Research em Zurique, Suíça

O Laboratório Disney Research Zurich funciona integrado à Escola Politécnica de Zurique, onde trabalharam 20 ganhadores de Prêmio Nobel, incluindo Albert Einstein

Zurique — No filme O Curioso Caso de Benjamin Button, o ator Brad Pitt vive um exótico personagem que nasce velho e se torna cada vez mais jovem com o passar dos anos. Esse roteiro esquisito trouxe desafios inéditos para os especialistas em efeitos visuais. Como criar um bebê com aparência de ancião? Como fazer a transição gradual rumo à juventude? A primeira certeza: só a maquiagem não resolveria. Assim, imagens digitais foram cuidadosamente elaboradas nos computadores e adicionadas às cenas filmadas. Foi um raro caso de sucesso na tarefa que os especialistas em efeitos visuais consideram a mais difícil de todas — recriar, digitalmente, a face humana.

Desenvolver tecnologia para produzir humanos virtuais perfeitos a um custo viável é uma das missões do Disney Research Zurich, centro de estudos que a Disney inaugurou no ano passado, na Suíça. Ali também são criadas tecnologias para animação e produção cinematográfica em 2D e 3D. A INFO visitou o Disney Research Zurich, que integra uma rede de seis centros de pesquisas mantidos pela empresa. O laboratório funciona em parceria com o Instituto Federal de Tecnologia da Suíça, conhecido pela sigla em alemão ETH, instituição famosa por ter sido o lar acadêmico do cientista Albert Einstein e também de 20 ganhadores do Prêmio Nobel. No Disney Research Zurich não faltam cientistas dispostos a explorar as fronteiras da tecnologia para criar efeitos visuais.

O prédio vermelho onde estão os escritórios da Disney fica a poucas quadras da sede do ETH. O colorido das paredes contrasta com a sisudez característica dos edifícios acadêmicos de Zurique. Em cada sala, a decoração remete a um filme da Disney ou da sua subsidiária, a Pixar. Peter Pan, Mickey, os Incríveis e a turma de Toy Story são alguns dos personagens nos quadros presos às paredes e nos enfeites das mesas. Fazem parte da equipe 45 cientistas de várias nacionalidades — suíços, americanos, ingleses, russos, poloneses. Vários são também professores ou alunos do ETH.

Toy Story à mesa

Quem recebe a reportagem é o diretor adjunto do laboratório, Bob Sumner. Apesar de seus 35 anos, esse americano tem um currículo impressionante. Formou-se em ciência da computação no Instituto de Tecnologia da Geórgia, nos Estados Unidos. Fez mestrado e doutorado no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), também nos Estados Unidos. Depois, passou três anos como pesquisador de pós-doutorado no ETH. Hoje, além de integrar a equipe do laboratório Disney, leciona no curso de programação de games da universidade. Sumner é responsável pelo desenvolvimento de novas tecnologias para gráficos interativos e animação em 2D e 3D.

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