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Phil Libin na sede do Evernote: aplicativo já alcançou a marca de 30 milhões de usuários
São Paulo - Phil Libin, o CEO e fundador da companhia por trás do aplicativo Evernote, conversou sobre as características que levaram seu app a atingir o valor de mercado de US$ 1 bilhão. Por telefone, de San Francisco, Libin conta como superou a marca dos 30 milhões de usuários no mundo e nega que exista uma bolha financeira em torno do mercado de aplicativos.
- O Instagram e Evernote atingiram cifras bilionárias em valor de mercado. A economia dos apps não corre o risco de ser uma bolha, com empresas valorizadas demais?
Phil Libin - Não posso falar pelo Instagram, mas no caso do Evernote recebemos aportes de recursos proporcionais ao potencial econômico que temos. Nosso aplicativo é uma solução completa para o usuário gravar anotações em texto, voz ou imagens usando qualquer plataforma, como iOS, Android ou Windows Phone. Mesmo se você não tiver um smartphone ou tablet, pode usar o Evernote em seu desktop ou notebook. E já são mais de 30 milhões de usuários no mundo, quase meio milhão deles no Brasil.
- Não há dúvidas de que o Evernote, assim como outros apps, atingiu um nível de popularidade muito alto. Mas isso pode ser convertido em receita?
Phil Libin - No nosso caso, certamente. O Evernote oferece seu aplicativo de forma gratuita, o que nos permitiu chegar a um público tão grande quanto 30 milhões de usuários. Por outro lado, criamos benefícios exclusivos para quem deseja acessar nossos servidores de forma mais veloz que os demais. Esse recurso “premium” custa só cinco dólares ao mês. Milhares de usuários gratuitos se converteram em assinantes pagos do serviço, o que atraiu os olhos de investidores para nossa capacidade de gerar receita também.
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