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Pesquisa aponta que há uma correlação entre a ocorrência de depressão paterna e materna
São Paulo - Um em cada quatro homens que têm filhos sofre com depressão pós-parto entre o terceiro e o sexto mês de idade da criança, de acordo com um estudo que será publicado nesta quarta-feira (19) na revista científica Journal of the American Medical Association. Nesse período, está concentrada a maior ocorrência do quadro em pais, segundo a equipe da Eastern Virginia Medical School que conduziu o levantamento.
As estatísticas foram obtidas a partir da análise de 43 pesquisas anteriores, publicadas entre 1980 e 2009 e que contaram com mais de 28 mil participantes. "Sabe-se que a depressão pré-natal e pós-parto materna é comum e tem consequências negativas para o desenvolvimento pessoal, familiar e da criança. A depressão paterna neste período pode ter características similares", afirmam os autores James F. Paulson e Sharnail D. Bazemore. Segundo eles, no entanto, as informações sobre a ocorrência do quadro em homens ainda são inconsistentes.
Entre o terceiro mês de gravidez da mulher e o primeiro ano de vida do filho, a taxa média de pais com depressão é de 10,4% (para se ter uma ideia, a ocorrência em homens em geral é de 4,8%). No levantamento, os pesquisadores descobriram ainda que a depressão paterna varia de acordo com período de tempo e com a localidade. Segundo eles, enquanto o comportamento se manifesta em 25,6% dos pais entre o terceiro e o sexto mês após o parto, nos três primeiros meses a taxa cai para apenas 7,7%. E, se nos Estados Unidos a taxa geral chega a 14,1%, no resto do mundo fica em apenas 8,2%.
A pesquisa apontou ainda que há uma correlação entre a ocorrência de depressão paterna e materna. "Pesquisas futuras nesta área devem focar em pai e mãe ao mesmo tempo, para analisar o aparecimento e evolução conjunta de depressão. Isso pode aumentar nossa capacidade de identificação precoce do quadro, aumentar as possibilidades de prevenção e tratamento e melhorar a compreensão sobre como a depressão dos pais implica em riscos para bebês e crianças pequenas", escreveram os autores do estudo.
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