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O anúncio foi feito no melhor estilo da concorrente Apple. Um evento à imprensa com assunto não divulgado previamente foi agendado, e lá a Microsoft revelaria ao mundo a linha de smartphones Kin. Para se diferenciar do iPhone e dos BlackBerries, o foco seriam os jovens e para isso a empresa fizera uma pesquisa sobre o comportamento desse público no mundo inteiro. Após anos de desenvolvimento e um bilhão de dólares de investimento, em maio os aparelhos Kin One e Kin Two chegariam ao mercado norte-americano, em uma parceria da Microsoft com a operadora Verizon.
Mas as vendas fracassaram. Alguns analistas de mercado calculam que foram comercializadas apenas 500 unidades da linha, enquanto os mais otimistas chegam a 10 mil. Fato é que em julho, apenas seis semanas depois do lançamento, os produtos foram retirados do mercado, e a participação da Microsoft entre os fabricantes de aparelhos, descontinuada.
Na semana passada, o site Engadget, especializado em tecnologia, informou que a Verizon está planejando retomar as vendas dos celulares Kin. Mas o movimento da operadora indica muito mais uma tentativa de acabar com os estoques remanescentes do que um retorno do produto aos planos de investimento da Microsoft.
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