Ning deixa de ser gratuito em julho

Planos de assinatura do serviço custarão de US$ 2,95 a US$ 49,95 por mês dependendo dos recursos disponíveis

São Paulo – A partir do próximo mês de julho, o Ning deixará de oferecer o serviço de criação de redes sociais customizadas de forma gratuita. Há três semanas, o CEO da empresa, Jason Rosentahal, já havia anunciado que todos os cadastros no Ning passariam a ser pagos, mas ainda não havia uma definição sobre como se daria o processo de transição das contas básicas para os pacotes taxados. Hoje Rosentahal divulgou os detalhes da mudança.

Quem tiver interesse em criar ou manter uma rede social no Ning terá três opções de planos, chamados de Ning Mini, Ning Plus e Ning Pro, com preços que vão variar de US$ 2,95 a US$ 49,95 por mês, de acordo com os recursos disponíveis. Os novos pacotes pagos substituirão o atual serviço Premium, que oferece serviços como domínio e anúncios próprios por US$ 55 por mês.

Até julho, ainda será possível criar e manter redes no Ning gratuitamente. O prazo foi estabelecido para que todos os atuais usuários do serviço sejam avisados da mudança. A partir do lançamento das três novas opções de pacotes pagos, em julho, os administradores de redes gratuitas terão 30 dias para fazer a transição para um dos planos. Caso nenhum dos modelos seja escolhido nesse prazo, a rede será encerrada.

Grátis para escolas

De acordo com o CEO do Ning, apesar da mudança, a empresa ainda dará o direito a redes gratuitas para professores e alunos de ensino fundamental. “Sabemos que há vários criadores de redes que usam o Ning na sala de aula como parte do currículo escolar. Estou particularmente animado por anunciar que uma instituição de educação patrocinará redes Ning Mini para educadores de níveis primário e secundário”, declarou.

Mudanças

As mudanças no plano de negócios do Ning foram anunciadas no dia 16 de abril, cerca de um mês depois de Rosentahal assumir o cargo de CEO da empresa. Na ocasião, ele disse que as redes do Ning que já usam o modelo pago são responsáveis por 75% do tráfego do site, o que significaria que os usuários estão dispostos a desembolsar uma quantia pelos serviços.

Na mesmo dia que falou da mudança, Rosentahal anunciou a demissão de 69 dos 167 empregados, cerca de 40% da equipe. “Embora tenha sido muito difícil fazer isso, estou confiante que foi a decisão correta para nossa companhia, nosso negócio e nossos clientes. Marc [Andreessen, co-fundador] e eu trabalharemos com todos os afetados por essa decisão para ajudá-los a achar grandes oportunidades em outras empresas”, disse o CEO na época.