Na Amazon, as coisas vão bem, obrigado

Compre Amazon antes desta quinta. Esse foi o conselho de diversos analistas na última semana para as ações da companhia que divulga seus resultados hoje, depois que os mercados fecharem. A expectativa é que a empresa mostre um quarto trimestre muito forte, com ganhos acima das expectativas tanto na Amazon Web Services, seu serviço de armazenamento na nuvem, como no e-commerce, ainda seu carro-chefe. O conselho veio mesmo depois de as ações subirem mais de 8% neste ano.

As estimativas de mercado mostram que a empresa deve ter um lucro por ação de 1,37 dólar, ante 1 dólar do mesmo período do ano anterior, para um lucro total de 650 milhões. Alguns analistas acreditam que esse número pode chegar a 1,50. A receita deve chegar a 44,7 bilhões de dólares, 12 bilhões a mais do que no mesmo período do ano passado.

O principal negócio da Amazon continua sendo o e-commerce, que teve um trimestre ótimo. Os meses de outubro a dezembro sempre correspondem ao melhor período do ano, por causa da Black Friday, Cyber Monday e vendas de Natal. Nessas datas, só a Amazon é responsável por 33% das vendas online dos Estados Unidos. As vendas cresceram de 25,8 bilhões para 32,8 bilhões.

Outro negócio, visto como parte importante do futuro da Amazon é a Amazon Web Services, serviço de armazenagem na nuvem da empresa. Essa receita também deve crescer, de 2,4 para 3,6 bilhões. A maior dúvida dos investidores, agora, é como ficará a margem da varejista nos próximos trimestres. Lucros altos, afinal, não combinam com a história da Amazon, acostumada a investir muito para colher lá na frente. E a empresa está num momento especialmente intenso.

A Amazon está expandindo sua malha de logística – anunciou esta semana o investimento de 1,5 bilhão em um novo hub aéreo em Cincinnati, o que fará dela uma concorrente de transportadoras como a Fedex, por exemplo. E também começou um ambicioso plano de construção de mini-supermercados físicos e super tecnológicos. Os resultados trimestrais da Amazon vão bem, obrigado, mas o que importa mesmo sobre a empresa está no futuro.