Muitas meninas passam pela síndrome do impostor

Esta história faz parte de uma série de relatos sobre Mulheres e Tecnologia. Para saber mais, veja a edição da revista INFO de Março

Esta história faz parte de uma série de relatos sobre Mulheres e Tecnologia. Para saber mais sobre como elas estão se mobilizando em uma indústria historicamente masculina, veja a edição da revista INFO de Março.

Nos últimos dois anos, a carreira da americana Kinsey Durham mudou radicalmente. De funcionária na área de comunicação de uma grande empresa, ela passou a programadora da sua própria startup. “Era publicitária e me tornei engenheira de software. Logo eu, que nunca imaginei que poderia gostar de programação”, diz.

Aos 23 anos, Kinsey fundou a Kubmo, empresa que pretende ajudar mulheres em países africanos a iniciar seus próprios negócios. Por meio de um kit, que inclui um telefone e aplicativos, a startup cria uma rede de apoio com mentores e as próprias mulheres das diferentes comunidades.

Hoje, além de empreender, ela trabalha como assistente em uma escolar de programação em Denver, no estado do Colorado. Surpreendentemente, mais de 40% de suas turmas é composta de mulheres. “Muitas meninas se sentem inseguras em ambientes muito masculinos, especialmente quando ainda estão aprendendo a programar”, diz Kinsey. 

Segundo ela, é comum que mulheres nessa situação vivenciem o que chama de “síndrome do impostor”, a sensação de que elas não deveriam estar lá, e que alguém melhor merecia ocupar seu lugar. Uma forma de ajudar a construir a confiança seria frequentando eventos exclusivamente femininos. Kinsey também é coordenadora local de um desses movimentos, o Women Who Code, uma organização internacional que realiza encontros de programação só para mulheres.

O interesse não é à toa. O ponto de virada na carreira veio logo depois de Kinsey participar justamente de um desses workshops de programação. “Percebi que eu podia criar o que quisesse. Mesmo que ainda tenha muito para aprender, vi como é importante que o empreendedor tenha esse conhecimento”, diz Kinsey, que já tem outros dois projetos em andamento também voltados para a área de empreendedorismo social. “Quero resolver problemas em países em desenvolvimento”.

Veja mais sobre Mulheres & Tecnologia na revista INFO deste mês.