Mais de 40% de gamers brasileiros são mulheres, diz pesquisa

Idade média de quem joga por aqui está acima dos trinta anos - espantando o mito de que videogame é só coisa de criança

São Paulo – Quase metade dos gamers brasileiros são mulheres, e a idade média de quem joga por aqui está acima dos trinta anos – espantando o mito de que videogame é só coisa de criança. É isso o que mostra uma pesquisa realizada pelas empresas Sioux e Blend New Research, junto com a ESPM.

843 pessoas foram entrevistadas durante 25 dias na maioria dos estados do Brasil – Acre, Tocantis, Roraima e Amapá não participaram – através de um questionário online, e a radiografia do jogador de videogame no Brasil mostra que 41% deles são mulheres com, em média, 32 anos. Essa faixa de idade sobe para os 35 para os homens

O gênero favorito delas é o de Estratégia (22%), seguido de perto pelos de Ação e Aventura e Desafio, ambos com 20%. Já eles ficam com Ação e Aventura em primeiro lugar (23%) e Tiro em segundo (20%).

Também foi revelado que o brasileiro é multiplataforma, acumulando sua rotina de jogo entre computadores (85% dos entrevistados), celulares (73%), consoles (66%) e tablets (31%). Independente da plataforma todos passam pelo menos 2 horas por dia, em média, jogando alguma coisa. Mais da metade das pessoas também faz isso conectada à internet. Videogames portáteis, como 3DS e PS Vita, acumularam apenas 21%.

Guilherme Camargo, ex-responsável pela divisão de Xbox na Microsoft Brasil e atual sócio da Sioux, explica que essa pesquisa vem de uma necessidade de se ter dados mais profundos sobre o perfil do jogador no Brasil, principalmente depois da massificação do público causada pelos telefones celulares.

Nessa área o preferido de mais de 70% dos brasileiros é o Android, e jogar é a terceira atividade mais popular, depois de fazer ligações e acessar redes sociais.