Luzes DRL serão obrigatórias, mas troca de lâmpadas será proibida

Medidas irão proibir troca das lâmpadas originais por leds, xenônio ou super brancas

A partir de 2021, projetos de novos veículos (inclusos caminhões e ônibus) terão de possuir luzes de circulação diurna (DRL) – aquele sistema de iluminação que permanece aceso mesmo quando os faróis ou lanternas estão desligados – para serem homologados. Após 2023, todos os veículos fabricados no país serão obrigados a ter o equipamentos. As regras só não se aplicarão às motocicletas.

Esta é apenas uma das novidades da Resolução n° 667 do Contran, publicada no Diário Oficial na última segunda-feira (22). Ela estabelece normatizações para novos sistemas de iluminação já presentes em automóveis mais sofisticados, como acendimento automático dos faróis e faróis altos, luzes de frenagem de emergência e faróis direcionais.

Com exceção da obrigatoriedade das DRL, todas as outras entrarão em vigor em 2021. Porém, a medida que mais chama atenção está no inciso 5 da Resolução:

“É proibida a substituição de lâmpadas dos sistemas de iluminação ou sinalização de veículos por outras de potência ou tecnologia que não seja original do fabricante.”

Com este parágrafo, o Contran proíbe qualquer alteração no conjunto de luzes de todos os veículos a partir de 2021. Será proibido instalar luzes de led ou xenônio em um carro que saiu de fábrica com lâmpadas halógenas nos faróis. Nem mesmo a lâmpada de filamento que ilumina a placa do carro poderá ser alterada.

Perguntamos ao Ministério das Cidades se seria permitido trocar a lâmpada halógena por uma de led original em outra versão de um mesmo carro. A resposta: “A lâmpada halógena é uma tecnologia diferente da led, portanto se a versão do veículo utiliza tecnologia da lâmpada halógena, qualquer uma que não seja esta, não é original.”

O texto não fala sobre temperatura da luz emitida pelas lâmpadas. Ou seja, aparentemente não proíbe a instalação de lâmpadas mais brancas ou azuladas. Porém, o Ministério das Cidades explica que também não irá permitir alterações neste sentido: “Lâmpada de mesma potência, mas que emite luz em temperatura diferente, pode afetar as especificações técnicas quanto à colorimetria. Neste caso, há o entendimento de que essa lâmpada é de tecnologia que não a original do fabricante.”

Esta nova resolução não altera a de número 384, de 2 de junho de 2011. Ela permite lâmpadas de xenônio apenas em veículos que saíram de fábrica com elas ou nos que foram regularizados junto ao Inmetro e ao Detran antes desta resolução.

A resolução também passa a estabelecer regras para tecnologias recentes, tais como: faróis direcionais, cornering light (equipamento que aciona o farol de neblina para o mesmo lado em que o volante está apontando), sinalização de frenagem de emergência, sistema de ajuste automático dos faróis e farol alto automático. 

Luzes diurnas

Em julho do ano passado, quando lei passou a exigir faróis acesos de dia em estradas, um anexo definia que luzes de rodagem diurna (DRL) também cumpriam a regra. Mas não dizia se estas luzes deveriam ser de led ou poderiam ser de filamento, o que gerou dúvidas até entre os fabricantes

A nova resolução acaba de vez com essas dúvidas: fala em farol de rodagem diurna (leds) e em farol de rodagem diurna de tipos diferentes (lâmpadas de filamento). É uma diferenciação que serve apenas para testes de homologação – ambos poderão ser utilizados pelos motoristas, sem distinção prática.

O importante é que as lâmpadas dos dois tipos precisam ter intensidade da luz emitida entre 400 candelas e 1.200 candelas para serem consideradas DRL. A intenção, de acordo com a lei, é tornar o veículo visível mesmo durante o dia.

Pela nova lei, as luzes diurnas podem permanecer desligadas quando o câmbio estiver na posição “Parking”, com o freio de estacionamento acionado ou até que o veículo passe dos 10 km/h.

Para que o motorista não esqueça de acender os faróis à noite – o que é muito comum quando o quadro de instrumentos está sempre ligado – o carro deverá atender a um destes requisitos:

  • Ter acendimento automático dos faróis
  • Quadro de instrumentos com dois níveis de iluminação (um para o dia e outro para a noite)
  • Alertas visuais e/ou sonoros para acender os faróis à noite
  • Luzes diurnas acumulam a função de luz de posição, com as lanternas traseiras passando a estar sempre acesas
Comentários

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  1. Paka Kaska Jr.

    LUZES DURANTE O DIA …??? antigamente quando só às motos recomendava-se tal procedimento, elas eram mais destacadas. Agora perderam este destaque. Na verdade, luzes apagadas ao meio-dia ensolarado, é só uma forma do desgoverno arrecadar dinheiro… enquanto isto, as rodovias não-pedagiadas é um caso de morte… O IPVA, imposto destinado à recuperação/manutenção das rodovias, nem um tostão é destinado pra este fim. Bem, estamos na américa latrina…!!

    1. Edilson Rubert

      Amigo, acho melhor você se informar melhor sobre o IPVA, é um imposto estadual, não federal, obras em rodovias federais devem ser feitas com dinheiro federal.

  2. Ainda vão tornar obrigatório instalar uma bandeira de 5 metros de altura em cima de cada carro…. só nos carros, claro.

  3. Maurício De Moraes Galvão

    Simplesmente RIDÍCULO, falta do que ter sobre legislar ou mais um motivo para aplicação de multas, se eu quero e tenho condições de melhorar o sistema de iluminação que o fabricante disponibilizou, seja por custos do projeto ou produção em massa, então eu não tenho mais está liberdade e opção? Em praticamente qualquer lugar do mundo o cidadão tem a liberdade de modificar ou melhorar seu veículo, menos no Brasil e mais meia dúzia de países SUBDESENVOLVIDOS!

    1. Cláudio Lima

      O farol é projetado para ter a melhor iluminação possível ofuscando menos o motorista que trafega no sentido contrário. Quando vc instala uma lâmpada mais forte num farol que não foi projetado para esse aumento de luminosidade vc vai atrapalhar os outros motoristas e poderá causar acidente.

  4. Cláudio Lima

    Achei essa lei ótima . Viajo muito de carro. Tráfego por todo tipo de rodovia e os faróis acesos durante o dia fazem toda diferença. Em estradas de retas muito longas, com sol forte do meio dia, aquele vapor subindo do asfalto o farol chama nossa atenção. Deixa o carro em sentido contrário muito mais visível. Quem tem pouco experiência em estrada ou trafega por rodovias menores não entende a importância dessa lei. Tb costumam reclamar a toa . Farol aceso não vai elevar consumo de combustível.

    1. João Vicente Fogaça Viggiani

      Cláudio. Difícil o dia em que eu não rode pelo menos 100 km em uma estrada, a imensa maioria do oeste paulista. A luz diurna pouco acrescenta, e sob sol forte (comum na região) nem se ass vê. Além disso, muitos veículos têm os faróis desregulados, o que piora a situação. É preciso ensinar os motoristas. Muitos andam com todas as luzes apagadas em meio a nevoeiros e chuva forte. Outros – estes nas cidades – só andam com as luzes de estacionamento. Tem muita coisa a ser feita antes de cuidar com tantos detalhes de algo que produz pouco efeito.

  5. Antônio Augusto (Guto)

    Essa não é a mesma lei que tinha tornado o uso do extintor obrigatório depois tirou, não é a mesma que era obrigatório o uso de mala de primeiro socorros. Na minha opinião o CONTRAN ainda tem que comer muito arroz e feijão para se comparar a outros países. Eles devidamente mesmo é se preocupar com problemas mas importantes. E se alguém quiser colocar algo de novo ou uma tecnologia melhor, que coloque a faça vistoria no interior e Detran com já são feitas para legalizar o xénon, obrigando que quer a seguir padrões de qualidade, e não forçar o cidadão que não tem condições de comprar um carrao e quer o mesmo no seu veículo. Lá fora na Europa você pode baste seguir os requisitos e não são obrigados a viver uma ditadura onde quem manda é quem pode mais. Vai arrumar o que fazer CONTRAN.
    Vamos entrar com uma ação contra o CONTRAN por liberdade de escolha é exigir que seja feito testes de qualidade em veículos modificados confirme padrões , provando que modificar com qualidade pode ser permitido.