Julgamento de extradição de Kim Dotcom é adiado até 2015

Julgamento de extradição foi requerido pelos Estados Unidos por pirataria informática

Sydney – O julgamento de extradição do fundador do extinto portal Megaupload, Kim Dotcom, requerido pelos Estados Unidos por pirataria informática, foi adiado até 16 de fevereiro de 2015, informaram fontes judiciais da Nova Zelândia à Agência Efe nesta terça-feira (data local).

Trata-se de um novo atraso no início do processo de extradição requerido pelos EUA após a detenção de Dotcom em sua residência nos arredores de Auckland em 2012 no marco de uma vasta operação internacional orquestrada pelo FBI contra a pirataria informática.

As fontes judiciais não detalharam à Efe as razões do adiamento deste julgamento, que estava previsto para 28 de julho, e se limitaram a dizer que este acontecerá no distrito de Auckland, a principal cidade do norte da Nova Zelândia.

No entanto, o advogado de Dotcom, Paul Davison, explicou que se trata de assuntos legais que ainda devem ser resolvidos antes que se inicie este processo, segundo a emissora neozelandesa ‘TV3’.

Os Estados Unidos atribuem ao Megaupload perdas de mais de US$ 500 milhões da indústria do cinema e da música, alegando que o portal transgrediu os direitos autorais de empresas e obteve com isso lucros de US$ 175 milhões.

Enquanto se discute sua extradição, Dotcom, que vive em liberdade condicional na Nova Zelândia da mesma forma que outros três executivos do Megaupload, luta nos tribunais para recuperar todos seus bens e os materiais que as autoridades expropriaram em sua casa.

No último mês de maio, a justiça neozelandesa lhe negou o acesso às provas contra si, material valioso para a batalha contra sua extradição.

O empresário de origem alemã também pediu acesso aos documentos que têm em seu poder as autoridades zelandesas, entre eles os serviços de inteligência do país oceânico.