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A venda do novo modelo causou tumultos nas lojas da Apple na China no dia 13 de janeiro
Pequim - Mais de um mês depois de as lojas oficiais da Apple suspenderem o lançamento do iPhone 4S na China, pelos tumultos causados no dia 13 de janeiro, o último modelo do popular smartphone continua sem ser vendido nestes estabelecimentos, contou nesta quarta-feira a imprensa oficial chinesa.
'Os clientes continuam podendo provar o iPhone 4S em nossa loja, mas nenhum está à venda', disse à agência oficial 'Xinhua' um vendedor de uma das duas lojas oficiais da Apple em Pequim, situada em uma rua comercial do centro da cidade.
O último modelo do iPhone, em todo caso, pode ser comprado na China através da loja virtual da Apple na internet, em lojas de telecomunicações autorizadas a revender produtos da empresa, e na China Unicom, a segunda telefônica do país, que oferece o aparelho com contrato.
Além disso, a partir do dia 9 de março também poderá ser adquirido através da terceira e menor empresa de telefonia chinesa, a China Telecom.
A China Mobile, a maior telefônica mundial por número de usuários, continua desligada à Apple. De acordo com a imprensa oficial, os novos iPhone 4S mostraram problemas de compatibilidade com cartões desta companhia, por isso que alguns compradores devolveram o aparelho.
Estas últimas semanas a Apple protagoniza um conflito legal com uma empresa tecnológica chinesa chamada Proview que alega ter o direito de usar a marca 'ipad' na China.
A empresa chinesa, em falência, conseguiu de um tribunal local em Shenzhen, onde tem sua sede, uma decisão favorável, e iniciou pedidos similares em outros tribunais do país (nesta quarta-feira iniciou o mesmo processo nos tribunais de Xangai).
A Proview até conseguiu que autoridades locais retirassem o ipad de algumas lojas, mas a medida não é generalizada, e o computador tablet da Apple ainda continua à venda nas lojas da marca americana ou em outros estabelecimentos de eletrônica.
Aos problemas da Apple na China, se une a concorrência de marcas como Samsung e Nokia, que fizeram com que a fração de mercado da empresa fundada por Steve Jobs caísse nos últimos meses na China (de 10,4% no terceiro trimestre de 2011 a 7,5% no quarto). EFE
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