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A Fair Labor Association está começando a estudar as condições de trabalho dos oito maiores fornecedores chineses da Apple
Pequim - A condições de trabalho nas fábricas chinesas onde os iPads e iPhones da Apple são produzidos estão bem melhores em relação a unidades têxteis e demais instalações em outras regiões do país, segundo o presidente de uma associação sem fins lucrativos que investiga o assunto.
A Fair Labor Association (FLA) está começando a estudar as condições de trabalho dos oito maiores fornecedores da Apple na China, após relatos de suicídios de funcionários, uma explosão e condições de escravidão envolvendo o grupo Foxconn.
Auret van Heerden, presidente da FLA, não apresentou conclusões imediatas sobre as condições de trabalho, mas assinalou que tédio e alienação podem ter contribuído para o estresse que levou alguns funcionários ao suicídio.
Além da Foxconn, investigadores da FLA visitarão instalações da Quanta Computer, Pegatron, Wintek e outros fornecedores, que costumam ser discretos quanto às operações.
Após as primeiras visitas à Foxconn, van Heerd disse que "as instalações são de primeira classe; as condições físicas são muito, muito acima da média normal".
Ele passou vários dias visitando unidades da Foxconn para se preparar para o estudo.
"Fiquei surpreso ao entrar no pátio da Foxconn, quão tranquilo ele é comparado a uma fábrica de roupas", afirmou. "Então os problemas não envolvem o ambiente nocivo de uma unidade têxtil. É mais uma questão de monotonia, tédio e, talvez, alienação".
Segundo ele, a associação tem lidado com suicídios em fábricas na China desde os anos 1990.
"Você tem muitas pessoas jovens, vindas de áreas rurais, longe das famílias pela primeira vez", disse van Heerd. "Eles saem de um ambiente rural para um meio de vida industrial, frequentemente intenso, e isso é um grande choque para estes jovens".
Van Heerden refutou a ideia de que a associação possa traçar um perfil positivo para os fornecedores da empresa norte-americana.
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