Donald Trump compra batalha com gigantes da tecnologia

Empresas de mídia pressionam governo para manter a neutralidade na internet

O presidente Donald Trump comprou uma batalha com as poderosas empresas de tecnologia — e tem conseguido unir na mesma trincheira concorrentes ferrenhos do mundo digital. Gigantes da tecnologia, como Google, Facebook e Netflix se juntaram às empresas de mídia para pressionar o governo a manter a neutralidade na internet. Nesta quarta-feira, elas participam de um protesto digital contra a Federal Communications Commission (FCC), órgão regulador das telecomunicações nos Estados Unidos.

Atualmente, a regulação americana impede as operadoras de oferecer vantagens de tráfego para quem pague mais e de liberar banda para alguns escolhidos em detrimento de outros. Também proíbe o limite de acesso a sites e conteúdos específicos e permite que as operadoras sejam investigadas caso estejam ofertando tráfego de dados gratuito para alguns serviços — como é o caso do aplicativo de mensagens WhatsApp, no Brasil, que conta com livre acesso nos planos de algumas operadoras.

Esse conjunto de normas foi aprovado durante a gestão do ex-presidente Barack Obama, em 2015. A intenção de Donald Trump, quando assumiu a presidência, era extinguir a FCC. Não conseguiu, mas nomeou um aliado para a direção, Ajit Pai, membro do órgão desde 2012 e era declaradamente contra a regulação. Ele alega que mudanças impliquem em autoridade excessiva sobre as operadoras de banda larga, desincentivando a inovação e a competitividade entre as empresas.

Já são cerca de 70.000 organizações e indivíduos mobilizados contra a decisão. A FCC já recebeu mais de 5,6 milhões de comentários sobre o tema. A mobilização contra a FCC está tão articulada que até a imprensa está fazendo coro contra as mudanças, apoiando as empresas com quem disputa anúncios no mundo digital. Na segunda-feira, a News Media Alliance, que reúne mais de 2.000 editores americanos, decidiu comprar uma briga com Google e Facebook, para parar de perder receita e leitores para as duas empresas, que têm concentrado 60% de toda a publicidade digital,valor equivalente a cerca de 50 bilhões de dólares. Sem neutralidade na rede, acreditam os donos de veículos tradicionais, a briga ficará ainda mais desigual.

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