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Neurociência | 10/02/2012 16:32

Soldados controlarão armas com o poder da mente

Novas técnicas estão prestes a serem adotadas pelos militares; objetivo é melhorar o desempenho e a eficiência dos soldados e pilotos

Vanessa Daraya, de
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Getty Images

Soldados americanos

Militares também poderiam usar interfaces cérebro-máquina e controlar as armas remotamente

São Paulo - O futuro da guerra está nos cérebros humanos. Segundo avanços recentes no campo da neurociência, em breve será possível ver soldados com seus cérebros conectados a armas.

Novas técnicas estão prestes a serem adotadas pelos militares. O objetivo é melhorar o desempenho e a eficiência dos soldados e pilotos, por exemplo.

De acordo com a Royal Society, uma das mais respeitadas instituições científicas do Reino Unido, as pesquisas mais recentes sobre as ondas cerebrais mostram que isso é possível e que já existe uma tecnologia focada nisso. O estudo utiliza pequenas ondas elétricas administradas no cérebro do soldado.

Segundo o relatório da Royal Society, monitorar eletronicamente os sinais cerebrais e enviar estímulos pode fazer com que a eficiência aumente para localizar minas terrestres em um terreno, ajudar a identificar os civis entre os inimigos e disparar tiros, além de ser possível operar e disparar armas com o pensamento. Em alguns casos, essa técnica pode fazer com que a capacidade de soldados se multiplique rapidamente.

Se as coisas continuarem nessa linha, os militares também poderiam usar interfaces cérebro-máquina e controlar as armas remotamente. Acredita-se nisso porque o cérebro humano pode processar imagens de forma mais rápida do que computadores, com alvos específicos.

Porém, o estudo também alerta sobre as implicações éticas dessa inovação. Isso porque, da mesma forma como a técnica poderia ser usada para aprimorar tratamentos médicos, também pode ser usada na criação de drogas para melhorar o desempenho dos soldados.

Por isso, a Royal Society diz que os pesquisadores envolvidos nesse tipo de estudo neurocientífico devem estar cientes das implicações malignas da tecnologia. A sugestão é que as faculdades e institutos de formação eduquem seus cientistas sobre as consequências das descobertas a fim de evitar problemas futuros.

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