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O trabalho indica que diagnósticos feitos a partir do rápido reconhecimento visual de sinais clínicos podem se basear em mecanismos neuronais semelhantes àqueles usados para nomear objetos no cotidiano
São Paulo - Ao fazer diagnósticos, os médicos utilizam os mesmos mecanismos cerebrais empregados para nomear objetos, de acordo com um estudo realizado por um grupo de cientistas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) e do University College de Londres, na Inglaterra. O trabalho teve seus resultados publicados na revista PLoS One.
De acordo com os autores, é a primeira vez que se estudam os mecanismos cerebrais utilizados pelos médicos para fazer diagnósticos. Desvendar esses mecanismos, segundo eles, pode contribuir para o aprimoramento de métodos e técnicas diagnósticas, reduzindo erros. O trabalho foi realizado no âmbito do programa Cooperação Interinstitucional de Apoio à Pesquisa sobre o Cerebro (CInAPCe), financiado pela FAPESP.
Participaram do estudo Marcio Melo e Daniel Scarpin, do Laboratório de Informática Médica da FMUSP, Edson Amaro Jr., Rodrigo Passos e João Sato, do Instituto de Radiologia da FMUSP, e Karl Friston e Cathy Price, do Centro de Neuroimagem do Univeristy College. Amaro Jr. é um dos pesquisadores principais do Cinapce.
Segundo Melo, primeiro autor do estudo, os resultados do estudo mostram que as áreas cerebrais ativadas durante a tarefa de realizar diagnósticos é muito semelhante às áreas ativadas quando se nomeia objetos.
O trabalho indica que diagnósticos feitos a partir do rápido reconhecimento visual de sinais clínicos podem se basear em mecanismos neuronais semelhantes àqueles usados para nomear objetos no cotidiano.
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