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Sistema é utilizado em países como Estados Unidos, Austrália, Israel e de forma permanente na China
Santiago do Chile - O governo chileno anunciou nesta quarta-feira que 'bombardeará' as nuvens a partir do próximo mês de maio para combater a grave seca que afeta mais de 90 cidades em pelo menos quatro regiões do país.
O ministro da Agricultura, Luis Mayol, informou que a operação planejada realizará o 'bombardeio ou semeadura' das nuvens, para induzir chuvas artificialmente.
O bombardeio de nuvens consiste em injetar projéteis de iodeto de prata nas nuvens com maior quantidade de água, para que estas se condensem e produzam precipitações.
Mayol acrescentou que o sistema é utilizado em países como Estados Unidos, Austrália, Israel e de forma permanente na China.
'As experiências indicam que as chuvas aumentariam entre 15% e 30%, segundo a qualidade das nuvens e a situação mudaria radicalmente', detalhou o ministro, que hoje reuniu-se com autoridades regionais para estudar a delicada situação do setor.
'Acho que temos que nos dar conta da gravidade da situação', afirmou Mayol, comentando que o produto que poderia ser mais afetado é a uva de vinho, embora tenha esclarecido que estas perdas ainda não podem ser quantificadas.
O ministro descartou por enquanto que o fenômeno climático afete os preços dos alimentos, dado que as dificuldades detectadas se limitaram às colheitas destinadas à exportação.
Devido à seca que afeta ao Chile, a pior em 50 anos, o presidente Sebastián Piñera ordenou a formação de uma equipe que estude propostas e fórmulas que ajudem a atenuar os efeitos do problema causado pelo fenômeno 'La Niña'.
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