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Pesquisa | 08/12/2011 08:40

Cérebro não percebe injustiça de amigos em situações de decisão econômica

Estudo realizado por pesquisadores do Mackenzie foi publicado no The Journal of Neuroscience

Mônica Pileggi, da
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Ruben Las Palmas/Stock.xchng

Executivo pensando

Estudo teve como objetivo estudar o papel da confiança na tomada de decisão social e suas bases neurobiológica

São Paulo - Durante situações de decisão econômica, a amizade é uma das variáveis que modulam nosso cérebro, tornando o ser humano incapaz de se sentir injustiçado. Essa é uma das conclusões de uma pesquisa desenvolvida no Laboratório de Neurociência Cognitiva e Social da Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM) e publicada no The Journal of Neuroscience.

O trabalho, liderado pelo professor Paulo Sérgio Boggio, coordenador de pesquisa do Centro de Ciências Biológicas e da Saúde da UPM, foi realizado durante o mestrado "Estudo preliminar sobre potenciais cognitivos em tarefa de tomada de decisão social", da psicóloga Camila Campanhã, que atualmente faz o doutorado na UPM, ambos com bolsas da FAPESP.

Segundo Campanhã, o estudo teve como objetivo estudar o papel da confiança na tomada de decisão social e suas bases neurobiológicas. Para isso, ela se baseou na teoria dos jogos, ramo da matemática aplicada que estuda situações estratégicas nas quais jogadores escolhem diferentes ações na tentativa de melhorar seu retorno.

Inicialmente desenvolvida como ferramenta para compreender comportamento econômico e depois usada até mesmo para definir estratégias nucleares, a teoria dos jogos é hoje aplicada em diversos campos acadêmicos. Tornou-se um ramo proeminente da matemática especialmente após a publicação, em 1944, de The Theory of Games and Economic Behavior de John von Neumann e Oskar Morgenstern.

Campanhã – cujo estudo foi realizado em colaboração com os pesquisadores Ludovico Minati, do Istituto Neurologico “Carlo Besta” (Itália), e Felipe Fregni, da Universidade Harvard (Estados Unidos) – conta que para a realização do experimento foi utilizado o Ultimatum Game, jogo utilizado na neuroeconomia e por estudiosos do comportamento social.

Composto por participantes da faixa etária de 18 a 25 anos, o jogo foi dividido em dois blocos. No primeiro, o computador enviou propostas econômicas justas e injustas de amigos (que se encontravam em ambientes diferentes). No segundo, as propostas foram feitas por integrantes do laboratório, desconhecidos dos participantes.

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