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Rede multidisciplinar que teve origem em Projeto Temático da FAPESP se torna referência mundial no tema. Avanços foram descritos em artigo na revista Biothecnology Advances
São Paulo - Unindo esforços há quase uma década para desenvolver bioprocessos que envolvem células de drosófilas (Drosophila melanogaster), uma rede multidisciplinar de cientistas brasileiros se tornou a principal referência mundial na área.
Utilizada em ampla gama de estudos genéticos, a drosófila é um dos mais importantes organismos modelo para a biologia. Os estudos – que envolvem desde técnicas de clonagem de genes até o desenvolvimento de bioprocessos para a produção de proteínas virais – poderão estabelecer protocolos que permitam a aplicação do conhecimento sobre as drosófilas na produção de vacinas.
Um estudo de revisão que sintetiza alguns dos principais resultados obtidos pela colaboração foi publicado recentemente na revista Biothecnology Advances.
Envolvendo cinco laboratórios multidisciplinares, a Rede de Tecnologias com Células Animais (TACnet, na sigla em inglês) é coordenada por Carlos Augusto Pereira, diretor do Laboratório de Imunologia Viral do Instituto Butantan e primeiro autor do artigo.
Compõem a rede cientistas do Laboratório de Engenharia de Biorreações e Colóides da Faculdade de Engenharia Química da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), o Laboratório de Tecnologia de Cultivos Celulares do Departamento de Engenharia Química da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), o Laboratório de Biotecnologia Industrial do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) e o Laboratório de Células Animais do Departamento de Engenharia Química da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP).
De acordo com Pereira, a TACnet começou a ser formada a partir de 2002, quando cientistas dos cinco laboratórios se uniram para participar do Projeto Temático “Expressão de genes heterólogos em células de dípteros: biologia molecular e engenharia de processos”, coordenado por ele e financiado pela FAPESP.
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