Brasil terá um smartphone por habitante até outubro, diz FGV

A estimativa para o mercado de computadores é um pouco mais distante

São Paulo – O Brasil deve chegar a incrível marca de um smartphone por habitante em outubro de 2017 – ou seja, 208 milhões de celulares inteligentes em uso no país. Tal patamar só deve ser atingido pelo mercado de computadores (notebook, desktop e tablet) entre os anos de 2020 e 2022. Atualmente, o número chega a apenas 166 milhões de unidades.

O professor de TI, Fernando Meirelles, é quem faz essas e outras estimativas em um estudo apresentado hoje pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Para ele, que realiza a pesquisa desde 1988, estamos assistindo a um novo comportamento no uso de dispositivos.

Isso pode ser analisado a partir da queda na venda de computadores nos últimos anos. Em 2016, o mercado encolheu 15% em número de unidades vendidas (12 milhões) – o terceiro ano consecutivo que isso acontece. Para este ano, se estima o mesmo patamar.

De acordo com o professor, essa falta de interesse na compra de computadores mostra que o consumo foi direcionado para outro aparelho: o smartphone. Além disso, o público também mudou. “Quando mais jovem, maior é o uso e a compra de celulares inteligentes”, disse.

Meirelles ainda afirma que o novo perfil cria um desafio para as empresas. “É um momento de ruptura. Será preciso entender como o uso – empresarial, pessoal e educacional – de celulares inteligentes se dará no futuro”, disse.

O país continua acima da média mundial por habitante em número de telefones (fixos e móveis). Enquanto há, em média, 115 telefones para 100 habitantes no planeta, só no Brasil há 138 telefones para 100 habitantes – um número não tão distante dos 162 aparelhos a cada 100 pessoas dos EUA.

Segundo a pesquisa, já existem 280 milhões de dispositivos móveis conectáveis à internet no Brasil (notebook, tablet e smartphone) – ou seja, 1,4 dispositivo portátil por pessoa.