Bill Clinton defende regras claras para espionar presidentes

Revelações sobre a espionagem de dirigentes estrangeiros abalaram a imagem internacional dos EUA, afirmou ex-presidente dos EUA

O ex-presidente americano Bill Clinton afirmou nesta terça-feira (3) que as revelações sobre a espionagem de dirigentes estrangeiros feita pela Agência de Segurança Nacional americana (NSA, na sigla em inglês) abalaram a imagem internacional dos EUA e reforçam a necessidade de reforma dos serviços de inteligência.

“Acho que são necessárias regras muito explícitas em relação aos grampos de conversas de dirigentes estrangeiros”, disse Clinton, em entrevista por telefone à rede americana Fusion, divulgada parcialmente nesta terça.

Em sua presidência (1993-2001), garantiu, as escutas eram possíveis, caso os dirigentes estrangeiros “tivessem cometido atos hostis contra os Estados Unidos. (…) Mas não tínhamos a capacidade de fazer a maioria das coisas que se fazem hoje”, explicou.

“Precisamos de mais transparência, mais proteção da vida privada e mais segurança”, frisou Bill.

“Considerando-se a maneira como as informações foram utilizadas, não é evidente que tenham maximizado nossa segurança, e está claro que as pessoas acham que perderam um pouco de sua vida privada”, acrescentou.

“É muito importante que mantenhamos uma discussão verdadeiramente pública sobre o que deveriam ser as regras (em matéria de espionagem)”, comentou.

O ex-presidente democrata reconheceu que as revelações do ex-analista de inteligência Edward Snowden tiveram um impacto negativo para os Estados Unidos.