App ContaAzul quer descomplicar gestão de pequenas empresas

O sistema de gestão ContaAzul funciona na web e em dispositivos móveis e já atende a 20 mil pequenas empresas

São Paulo — O Brasil tem mais de 6 milhões de pequenas empresas. Poucas têm um bom sistema de gestão. Três empreendedores brasileiros viram, aí, uma enorme oportunidade.

Eles fundaram a ContaAzul, empresa de tecnologia de Joinville (SC), que oferece um conjunto de aplicativos online para gestão de pequenas empresas.

O sistema da ContaAzul funciona na internet. Inclui funções como controle financeiro, de vendas e de estoques. É complementado por apps para smartphones e tablets que permitem consultar e inserir informações nele.

O ContaAzul é usado por 23 mil empresas. Muitas delas estão ainda na fase de demonstração, já que o sistema pode ser experimentado gratuitamente por um mês.

Depois desse período, a assinatura mensal varia de 30 a 196 reais, dependendo do número de usuários. “Nossa meta é chegar a 20 mil clientes pagantes até o final do ano”, disse a EXAME.com Vinicius Roveda, um dos sócios da ContaAzul.

Roveda, hoje com 32 anos, conta que desenvolveu seu primeiro sistema de gestão há mais de seis anos, mas não teve sucesso com ele.

A ideia só decolou em 2011, quando ele e seus sócios foram selecionados pela aceleradora 500 Startups para desenvolver a empresa nos Estados Unidos.

Eles passaram quatro meses absorvendo a cultura de empreendedorismo americana. Foi um impulso decisivo para o nascimento da ContaAzul.

“Os americanos trabalham muito no design dos produtos, um aspecto que não é valorizado no Brasil. E eles pensam o tempo todo em métricas”, conta Roveda.

Ele e os outros fundadores visitaram empresas como a Evernote e a Zappos, e contaram com a ajuda da rede de mentores da 500 Startups. Repensaram seu projeto e conseguiram capital de investidores para implementá-lo.

A ContaAzul, trabalha, agora, num aplicativo para contadores. Em geral, pequenas empresas terceirizam a contabilidade.

“Há muito trabalho duplicado. Certos dados são digitados duas vezes, primeiro na empresa e depois no escritório de contabilidade. Queremos oferecer uma solução que evite isso”, diz Roveda.

“A ideia é que o sistema receba dados diretamente do banco. E queremos agregar inteligência à contabilidade”, prossegue ele. Em outros países, empresas como a neozelandesa Xero e a americana Intuit já fornecem soluções desse tipo.

“Essas empresas não atuam no Brasil por causa da complexidade da nossa estrutura fiscal e das nossas leis. É uma barreira de entrada para elas”, afirma Roveda.